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Programa Floresta + e a bioeconomia

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O Programa Floresta + conta agora com novo eixo, o Floresta + Bioeconomia voltado ao pagamento por prestação de serviços ambientais de quem preserva o meio ambiente. Os serviços ambientais são considerados atividades de melhoria, recuperação, monitoramento e conservação da vegetação nativa em todos os biomas.

A ideia da modalidade Floresta + Bioeconomia é conscientizar os compradores de produtos extrativistas para que eles não paguem só pelo produto, mas também pela contribuição que esses trabalhadores dão à preservação das florestas.

“O Governo Federal está criando um mercado de serviços ambientais que remunera quem cuida de florestas. Um dos componentes dele é a economia extrativista. Essa ideia surgiu de algumas visitas que nós fizemos nas comunidades, especialmente na Amazônia, e lá nós podemos perceber que o extrativista protege o território. Então, além do produto que ele extrai da floresta, ele faz uma atividade de proteção, de monitoramento desse território, de combate a incêndio. E com isso ele deveria ser remunerado”, disse o ministro do Meio Ambiente Joaquim Leite.

O pagamento pelos serviços ambientais seria feito pela iniciativa privada. “O comprador, a empresa que comprar os produtos da bioeconomia deveria reconhecer esse extrativista e remunerá-lo mensalmente, independente do volume de produto que ele compra desse extrativista, independente da variação de preço e de volume na safra. Por que? Porque o extrativista faz todo dia a proteção da floresta no território”, detalhou o ministro.

Joaquim Leite disse que deverá ir à Amazônia para lançar um acordo onde o setor privado reconheça essa atividade.

Floresta + Sustentabilidade

A Floresta + Sustentabilidade foi instituído por portaria essa semana e tem entre os seus objetivos:

– O reconhecimento da contribuição direta das atividades de manejo florestal sustentável, madeireiro ou não madeireiro, para a proteção das florestas;
– A criação de arranjos comerciais e fomento da inovação para destacar, reconhecer e remunerar os serviços ambientais realizados por quem atua na conservação da floresta;
– O incentivo à produção florestal madeireira e não madeireira oriunda das florestas nativas do Brasil, fomentando a inovação, estruturação e o desenvolvimento, dessa cadeia por meio do Pagamento por Serviços Ambientais;
– O incentivo à remuneração das atividades de monitoramento, conservação e recuperação de vegetação nativa, possibilitando a garantia de renda, gerando estabilidade e incentivos à manutenção das áreas de floresta; e
– Ações empreendedoras que tenham potencial de valorizar o mercado de pagamentos por serviços ambientais.

Programa Floresta +

O programa foi lançado no ano passado pelo Ministério do Meio Ambiente para criar, fomentar e consolidar o mercado de serviços ambientais, reconhecendo e valorizando as atividades ambientais realizadas e incentivando a sua retribuição monetária e não monetária em todos os biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa.

O Pagamento por Serviços Ambientais vem a ser uma remuneração realizada por indivíduos ou organizações, públicas ou privadas, de âmbito nacional ou internacional, aos prestadores de serviços ambientais, de forma direta ou indireta, monetária ou não monetária.

A remuneração pelos serviços ambientais é uma forma encontrada para promover a conservação ambiental. “O programa cria um mercado de serviços ambientais. O que é isso? Reconhecer e remunerar quem cuida de florestas. Essa é uma das soluções que está no nosso plano de combate ao desmatamento, uma solução que traz a geração do emprego do guarda florestal, a geração do emprego de alguém que protege as florestas, monitora ambientalmente o território, previne incêndio, combate incêndio”, destacou o ministro Joaquim Leite.

O Programa Floresta + é destinado a pessoas ou empresas, grupo familiar ou comunitário que de alguma forma executam as atividades de serviços ambientais em áreas mantidas com cobertura de vegetação nativa ou sujeitas à recuperação.

Além da Sustentabilidade, já foram lançados os eixos: Floresta+ Carbono e Floresta+ Empreendedor, junto ao Sebrae.

Fonte: www.mma.gov.br

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Danilo Sacramento

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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