Educação

Os 100 anos do falecimento da Princesa Isabel

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– 14/11/1921 – 14/11/2021 – 100 anos de falecimento da Princesa Isabel.

“No dia 4, a temperatura estava gelada. D. Isabel costumava sair todas as manhãs, numa charrete acompanhada por Hipólito . Acompanhei-a até o carro e achei que estava muito frio, mas não lhe disse nada. No dia seguinte, fazia mais frio ainda. Eu disse à Princesa que seria melhor que ela não saísse, mas ela me respondeu: “Mas eu estou tão bem, além do mais estou com um xale, uma garrafa de água quente aos pés, uma estola forrada de peles, a boina dobrada sobre a orelha. Como você acha que eu vou sentir frio?” Ela só voltou ao meio dia e me disse: “Você tinha razão. Faz frio demais”. (…) O Dr. Douriez veio e achou que D. Isabel tinha pego um forte resfriado.

Todos os dias, ela somente se movia da cama à poltrona do quarto; só conseguia tomar poções e caldos de legumes. No quarto dia, domingo de manhã, fui chamado duas vezes a seu quarto para ajudá-la a levantar-se, pois todo seu corpo estava enfraquecido; vi que ela estava cada vez com menos força. (…) Esperei para falar com o médico depois de ele ter examinado a Princesa. Ele disse que a doença seguia seu curso normal, mas o seu estado era preocupante. (…) À noite, o médico mudou os medicamentos.

No dia seguinte, quando veio ver a doente, perguntei-lhe como ela se encontrava; ele respondeu que só poderia dar uma resposta definitiva nos próximos dias. Quando estava pronto para sair, mandaram-me dizer-lhe que deveria subir para ver o príncipe Pedro Gastão. Apenas chegou ao alto da escada, D. Pedro de Alcântara saiu do quarto da mãe: “Diga para que o doutor venha depressa ver mamãe”.

O médico desceu a escada rapidamente

Mandou-me que enviasse alguém a farmácia buscar uma injeção. Eu mesmo saí correndo. Aplicaram a injeção e, em seguida, D. Isabel abriu os olhos: a pobre estava morrendo. Quando a irmã chamou o conde d’Eu, ela ainda vivia, mas nada falou. Uma crise de uremia a tinha levado” Latapie, mordomo do Castelo D’Eu

A foto da princesa no seu leito de morte é uma descoberta da historiadora Fátima de Moraes Argon

Fonte Paulo Rezzutti

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Paulo Fernando De Barros

Colunista e editor para a Noruega em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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