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Ferrari usará etanol brasileiro de segunda geração em 2022

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A empresa brasileira de energia Raizen SA (RAIZ4.SA) e sua acionista Royal Dutch Shell Plc (RDSa.L) assinaram acordo com a equipe Ferrari de Fórmula 1 para fornecimento de segunda geração, etanol de alto desempenho a partir do próximo ano, quando a principal categoria do automobilismo passará a usar a mistura de 10% de etanol na gasolina.

A Federação Internacional do Automóvel, conhecida como FIA, quer que os carros F-1 usem apenas combustíveis sustentáveis ​​até 2025.

A Shell, que tem uma parceria de 70 anos com a Ferrari, espera que o uso do etanol nas pistas de corrida atraia mais consumidores, à medida que iniciativas globais como essa impulsionam suas metas de aumentar os percentuais de etanol misturado à gasolina.

A Raízen, joint venture da Shell com a produtora brasileira de açúcar e etanol Cosan SA (CSAN3.SA), é uma das poucas empresas de energia com vendas comerciais de etanol de segunda geração, que é feito de biomassa não alimentar e gera 86% menos emissões do que o fóssil combustíveis.

O etanol de segunda geração utilizado pela Ferrari é feito a partir do bagaço da cana, um subproduto que costumava ser jogado fora. O etanol de segunda geração já é produzido em uma unidade da Raízen, no interior de São Paulo, e aumenta a produtividade do etanol em 50% sem agregar área plantada, segundo Raízen.

A empresa está construindo uma segunda fábrica para produzir etanol celulósico, que aumentará a capacidade anual de etanol de segunda geração de 40 milhões de litros para 120 milhões de litros até 2023.

“Atualmente produzimos 4 bilhões de litros de etanol de primeira geração, portanto poderíamos ter mais 2 bilhões de litros de segunda geração sem aumento de área plantada”, disse Ricardo Mussa, CEO da Raizen.

Mussa disse que cada nova unidade para produzir etanol de segunda geração custa entre 800 milhões de reais (US $ 146 milhões) e 1 bilhão de reais (US $ 183,2 milhões). O CEO acrescentou que a Raízen pode ter até 35 unidades de etanol de segunda geração.

O acordo com a Raízen pode dar à Ferrari uma vantagem na mistura de combustível, já que as outras equipes provavelmente usarão etanol de primeira geração na primeira mistura com 10% de combustível renovável. “Não forneceremos etanol de segunda geração para as outras equipes”, disse o vice-presidente da Shell Mobility, István Kapitány, em entrevista à Reuters.

Kapitány disse que a Shell acredita que o combustível pode aumentar a competitividade da equipe Ferrari. Depois que os carros F-1 usarem etanol de segunda geração, ele será lançado para o consumidor em geral, acrescentou o executivo, como a Shell já fez com combustíveis e lubrificantes inicialmente testados na pista. Ferrari, Shell e Raízen não divulgaram os termos financeiros da parceria.

Fonte: Reuters


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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