Opinião

A quanto anda a “Cultura” no Brasil?

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Temos a oportunidade de dar a uma figura de importância, para a história e o abolicionismo no Brasil, seu destaque mais que natural, mas esbarramos numa Comissão de Cultura, bastante suspeita e tendenciosa.

Uma Comissão de Cultura da Câmara formada majoritariamente por deputados do PT, PSOL, PCdoB, PDT e tendo Tiririca como membro, mostra a quanto anda a discussão e a importância de nossa CULTURA, aos olhos dessa casa Legislativa.

Quando falo que Monarquistas e Brasileiros de Verdade, mesmo sendo Republicanos, precisam tomas as rédeas da política, não estou defendendo a República, estou defendendo os interesses gerais do Brasil e do povo brasileiro, que, na sua gigantesca maioria, ou não se envolvem em política ou não a entendem a fundo, acabando por serem levados por minorias que falam bonito, com propagandas cativantes, porém, mentirosas.

Cabe lembrar que, inclusive no Império, o Brasil padecia de políticos preocupados com essa visão patriótica. Para os políticos do período imperial, voto censitário, escravismo, monocultura e latifúndios, educação restrita a ricos, manutenção da seca no Nordeste, Caudilhismo no sul, e até mesmo um Pré-Coronelismo no Nordeste e Centro-Oeste eram visões de controle. D. Pedro II, que antes de tudo respeitava a Constituição Imperial, não se intrometia nas questões de Governo, para não ser levantado a hipótese de governo absolutista, como foi chamado o de seu pai, D. Pedro I.

Esse passado, ao ser feito a República, não só não mudou como ampliou sua dominação, veio o voto de Cabresto, o Coronelismo foi ampliado a todos os lugares, e a repetição política do que tínhamos na época da Colônia – Dominação política pelos Homens Bons (leia-se Latifundiários, Escravistas e donos do poder), tornou-se algo palpável.

Nada mudou, veio o Tenentismo e nada mudou, Getulismo e nada mudou, década de 40, e surgem os Partidos como reais agremiações políticas, larga-se então o controle das fazendas e foca-se no controle dos partidos a vida política do Brasil, volta Getúlio e o medo dele derrubar essa estrutura, levou-o ao ponto alto de… “ser suicidado”.

Retorna-se o poder nas mãos dos partidos existentes. Dois deles getulistas – PSD e PTB, em confronto com UDN. Passamos para a “queda de Braço” dos grandes partidos. Até Jânio e Jango, e daí ao Governo Militar com ARENA E MDB, os partidos do Sim e do Sim Senhor.

Em meados da década de 70, uma reviravolta na política leva o MDB a possuir maioria na Câmara e muitas prefeituras elegíveis (as consideradas de Segurança Nacional não tinham eleições, só indicações) e governos estaduais. Isto devido ao Fracasso do Milagre Econômico.

Cria-se então uma reforma constitucional gerando 1/3 a mais de Senadores – os Biônicos, altamente criticados pela oposição ao regime militar, mas que não foram extintos em 1988 quando da nova Constituição promulgada, ainda no final dos anos 70, surgem o Pluripartidarismo e o surgimento do PT, PDT e a volta dos Partidos comunistas – PCB e PCdoB.

A luta armada do governo militar barrou o avanço guerrilheiro e terrorista da esquerda, mas, “deixaram a bunda de fora” e não impediram a CULTURA e a EDUCAÇÃO de serem dominadas pela ESQUERDA. Com isso, hoje padecemos de uma cultura pobre e viciada em dinheiro fácil, via Rouanet, artistas marxistas/ gramscistas que por décadas enredaram o povo com suas artes formando um vasto império de Fãs, que hoje não veem o lado político nefasto deles e enxergam, apenas, o artista, acabando por concordarem com suas visões, pois, é a visão de um ardorosos fã. Assim se construiu e continua construindo silenciosamente a doutrinação, dominação e total controle da cultura desse nosso país, hoje extremamente espelhado pela Comissão de Cultura da Câmara Federal.

Preciso desenhar mais?

Luiz Gustavo dos Santos Chrispino

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Luiz Gustavo Chrispino

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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