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O que é turismo sexual feminino? Conheça mais sobre a prática que vem aumentando.

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O turismo sexual feminino ainda é um conceito do qual poucas pessoas ouviram falar. Mas a indústria do turismo sexual feminino é, na verdade, maior do que se pode imaginar. Do Caribe à Espanha e à Gâmbia, as mulheres viajam para destinos ao redor do mundo para participar de atividades sexuais com homens locais.

As definições de turismo sexual são ambíguas e muitas vezes um tanto contraditórias. As atividades sexuais devem ser o único propósito da viagem ou podem ser apenas uma pequena parte da mesma?

A imagem típica do turismo sexual é a de homens ocidentais indo para as Filipinas ou Tailândia para fazer sexo com mulheres jovens. É, na maior parte, algo apresentado como uma expressão do patriarcado: poder masculino e impotência feminina.

Mas o turismo sexual feminino também existe. E está aumentando.

Uma pesquisa realizada em 2001 pela Dra. Jacqueline Sánchez Taylor da Universidade de Leicester, do Reino Unido, mostrou que um terço de uma amostra de 240 mulheres solteiras ou não acompanhadas teve relações sexuais com um homem local ou homens quando visitou o Caribe.

Porém, o turismo sexual para mulheres aparenta ser espontâneo e “no calor do momento”, em vez de ser cuidadosamente planejado e orquestrado.

Grande parte das que praticam turismo sexual são mulheres brancas solteiras, ricas e mais velhas. Muitos são divorciadas ou têm um histórico de relacionamentos infelizes e são nativas de países ocidentais como Alemanha, Holanda, Itália e Reino Unido.

Apesar de, muitas vezes, serem as mulheres quem arquem com todos os custos econômicos elas costumam ter a ilusão de que têm um novo namorado. Das 80 mulheres que admitiram ter relações sexuais com homens no Caribe na já citada pesquisa de 2001, 60% disseram que havia “elementos econômicos” nisso. Elas disseram que não se viam como turistas sexuais e não viam suas parceiros como prostitutos.

Os principais destinos para turismo sexual atualmente são países como Grécia, Itália, Espanha e Croácia assim como várias ilhas do Caribe como a República Dominicana, Jamaica e Cuba. Costa Rica, Tailândia, Fiji, Quênia e Gâmbia, o menor país não insular da África, também estão na lista.

Grande dos países citados acima, principalmente os que se localizam na África e Ásia tem condições precárias de vida com a maioria de sua população vivendo abaixo da linha da pobreza de acordo com relatórios da Organização das Nações Unidas. Portanto, os homens jovens locais se veem obrigados a usam seus corpos como mão de obra barata, e as mulheres turistas sexuais compram isso. 

A prostituição masculina em tais países ocorre independentemente da prática ser proibida por lei ou de ser normalizada devido à natureza frequente da mesma. Os encontros entre mulheres e homens locais podem ocorrer tanto em praias quanto em bares e hotéis é relativamente comum cenas nas quais os jovens são vistos andando de mãos dadas com turistas brancas.

Em muitas ocasiões os prestadores de serviços sexuais buscam mais do relacionamentos puramente físicos em troca de ganhos monetários e/ou presentes. Parte desses jovens se envolvem no turismo sexual com visitantes em troca de ajuda para sair de seus países esperando encontrar uma vida “melhor” para si próprios na Europa. Alguns conseguem atingir seus objetivos enquanto outros não.

Está matéria é um resumo do artigo ‘Female sex tourism. What does it mean and where does it happen?‘, redigido pela Dra Hayley Stainton e publicado em 2020.


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Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela Universidade Norte do Paraná (2018) e possuí pós-graduação em Gestão Educacional (2019) pela mesma instituição. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016, onde aborda a vida de grandes personagens históricas ao longo dos séculos. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.
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