Saúde

Maternidade na pandemia: o que já se sabe sobre a gestação em tempos de Covid-19?

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A gravidez é um momento de inúmeras mudanças. Uma verdadeira revolução no organismo e na vida da mulher. Para muitas, torna-se mãe é um sonho. E o começo de uma nova família deve ser mesmo marcado pelo planejamento, pela leveza, realização pessoal e, principalmente, muita saúde para a mãe e o bebê. 

Por isso, logo que descobrem a gravidez, as mulheres passam a fazer um acompanhamento mensal que envolve especialistas da área da saúde, como médicos, enfermeiros, nutricionistas, fisioterapeutas. Tudo isso para garantir uma evolução saudável da gestação, bem como o desenvolvimento adequado do bebê. Mas a chegada do novo Coronavírus mexeu bastante nessas estruturas e algumas questões ficaram em aberto, principalmente diante dos riscos que essa doença pode oferecer.   

Enquanto a ciência tem corrido contra o tempo para buscar responder as perguntas que mais importam para as futuras mães, é importante se informar sobre o que se sabe até o momento e o que o Ministério da Saúde tem dado como orientação.  

É recomendável adiar a gestação?

Se for possível, sim! Essa foi uma recomendação dada pelo Ministério da Saúde em meados de abril deste ano, uma vez que as novas variantes do coronavírus têm sido mais agressivas quando acometem gestantes. O objetivo é preservar a segurança dessas mulheres e também de seus bebês, mas é importante reforçar que essa deve ser uma decisão compatível com a realidade de cada família. Isso porque existem mães que estão tentando engravidar há muito tempo, principalmente em virtude de algum impedimento prévio, como  a idade, e não podem, portanto, esperar mais.

Para os casos em que é possível adiar esse sonho da maternidade, sem nenhum prejuízo para o planejamento familiar, a orientação de esperar a situação ficar um pouco mais controlada é uma boa alternativa. Afinal, esse deve ser um momento de tranquilidade e alegria para a futura mamãe e não uma fonte de preocupação e angústia. 

Mas para quem já está grávida, que cuidados devem ser adotados?

Desde o começo da pandemia, é consenso que as gestantes estão no grupo de risco, já que seus corpos sofrem alterações durante a gestação que podem aumentar o risco de algumas infecções. Mas acontece que esse é um período que exige acompanhamento médico e, consequentemente, a ida dessas mulheres aos centros de saúde para realizar os exames de pré-natal que são indispensáveis. É aí que mora o desafio de reforçar os cuidados, bem como de garantir que o acompanhamento seja realizado. 

De acordo com o Ministério da Saúde, a regra é de que o pré-natal seja mantido normalmente, tomando sempre os cuidados de higiene e evitando contato e aglomerações. Caso a gestante apresente sintomas de gripe, consultas e exames de rotina devem ser adiados em 14 dias e, quando necessário, realizados em locais isolados de outras pacientes.

Já durante e após o parto existem algumas orientações novas. Em quadros de riscos de transmissão para a saúde das mulheres, o direito de ter um acompanhante durante todo o trabalho de parto e internação hospitalar pode ser restringido. Sobre as visitas à maternidade, após o nascimento do bebê, a sugestão é de que sejam agendadas individualmente ou suspensas durante a pandemia, para evitar a circulação de um grande número de pessoas.

Quando chegar o momento de amamentar, o Ministério da Saúde esclarece que ainda não há comprovação de que o novo Coronavírus seja transmitido através do leite e que a mãe não precisa ser separada do bebê. De qualquer forma, é imprescindível a adequada lavagem das mãos antes e depois da amamentação ou da ordenha do leite materno. Além disso, as mulheres lactantes, mesmo sem estarem infectadas, devem usar máscara durante a amamentação para proteger o bebê de gotículas de saliva que possam ser transmitidas da mãe para o filho.

Para ficar de olho! 

• Higiene — a forma de prevenção é a mesma recomendada para todas as demais pessoas: lave sempre as mãos com água e sabão, evite aglomerações, evite tocar os olhos e a boca. Caso precise sair de casa, utilize máscara de proteção e capriche na higienização.

• Cuidado com fake news: o novo Coronavírus ainda é algo novo. Até o momento, não houve detecção do coronavírus no cordão umbilical, placenta, líquido amniótico ou secreção vaginal de grávidas infectadas Mantenha a calma, acompanhe as redes oficiais do governo e adote as recomendações do Ministério da Saúde.

• Durante a internação, recomenda-se que haja distância de dois metros entre o berço do bebê e o leito da mãe.

Grávidas devem tomar vacina?

Segundo as mais recentes orientações do Ministério da Saúde, a resposta é: sim! E não só as gestantes devem procurar pelo imunizante, mas também as que estão no puerpério, que é o período de até 45 dias após parto. Sendo assim, esses dois grupos, com e sem comorbidade, estão inclusos no Programa Nacional de Vacinação (PNI).

Durante um período, a vacinação das grávidas foi tomada por algumas dúvidas em relação à segurança das mulheres e seus bebês. A liberação ocorreu após análises técnicas, debates com pesquisadores e avaliação dos dados epidemiológicos, que mostram que a letalidade da Covid-19 em grávidas no Brasil está em cerca de 10%, enquanto a da população em geral está em 2%. 

As únicas restrições são em relação ao tipo do imunizante e a combinação de vacinas. Ou seja, o Ministério da Saúde orienta que os imunizantes aplicados em gestantes devem ser o da Pfizer e a CoronaVac, que não possuem vetor viral. Já as vacinas da AstraZeneca e Janssen ficam excluídas da vacinação de gestantes e puérperas justamente por usarem essa tecnologia. O Ministério também ressalta que não devem ser combinadas doses de diferentes vacinas na imunização. 

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Joice Maria

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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