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DF: HIV/Aids ainda representa grave problema de saúde

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Campanha orienta para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento especializado, disponíveis na rede pública.

Denominada Dezembro Vermelho, a campanha nacional de prevenção ao HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) visa chamar a atenção para assistência e proteção dos direitos das pessoas infectadas. A Aids é a manifestação clínica da infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Ao longo do tempo, as células do sistema imunológico são destruídas, o que torna a pessoa vulnerável a diversas infecções chamadas de oportunistas.

O vírus é transmitido de uma pessoa para outra, principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas, de mãe para filho (durante a gestação, parto e a amamentação) ou ainda pelo uso de seringa por mais de uma pessoa, transfusão de sangue contaminado e acidentes com instrumentos perfurocortantes contaminados.

“Uma pessoa com HIV, se for diagnosticada e tratada precocemente, reduz o risco de desenvolver Aids ou até mesmo de transmitir para outras pessoas”.

Beatriz Maciel Luz, gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis

“Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da Aids, o sistema imunológico começa a ser atacado, e é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV – tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença”, explica a gerente de Vigilância de Infecções Sexualmente Transmissíveis, Beatriz Maciel Luz.

Ela lembra que é importante começar o tratamento em tempo hábil, caso contrário as células de defesa começam a perder eficiência até serem destruídas. “O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções oportunistas”, afirma a gestora.

Tratamento

O tratamento é feito por meio de medicamentos antirretrovirais (coquetel), que ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico e impedem que o vírus se replique dentro das células de defesa. “Uma pessoa com HIV, se for diagnosticada e tratada precocemente, reduz o risco de desenvolver Aids ou até mesmo de transmitir para outras pessoas”, ressalta Beatriz. “O uso regular dos antirretrovirais é fundamental ainda para melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas.”

A gerente lembra ainda que rede de urgência e emergência atende pessoas que necessitam de profilaxia pós-exposição ao HIV e outras ISTs ocasionadas por exposição sexual consentida, violência sexual e acidentes com materiais biológicos.

Rede pública de saúde

A Secretaria de Saúde (SES) mantém 11 serviços de referência no tratamento de HIV/Aids, por meio dos quais cerca de 12 mil pacientes recebem tratamento e medicamentos antirretrovirais. Confira, abaixo, a lista desses locais:

  • Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin)  – antigo Hospital Dia da Asa Sul;
  • Policlínicas de Taguatinga, Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Gama e Lago Sul;
  • Ambulatórios de infectologia dos hospitais de Base (HB), Regional de Santa Maria, Regional de Sobradinho e o Universitário de Brasília (HUB);
  • Unidades básicas de saúde (UBS) oferecem testes rápidos e fornecem insumos de prevenção (preservativos e gel lubrificante) durante todo o ano. E, na Rodoviária do Plano Piloto, o público pode fazer teste rápido para HIV, sífilis e hepatites virais.

Fonte: Agência Brasília


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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