Mundo

Portugal está perante o desafio de saber como dar um novo salto tecnológico

Compartilhar

Portugal encontra-se perante o desafio de saber «como dar um novo salto» ao nível tecnológico, disse o Primeiro-Ministro António Costa no final de uma sessão intitulada «Web Summit – O dia seguinte», em Lisboa, na qual também esteve presente o Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira.

Na sessão, o Primeiro-Ministro ouviu alguns dos mais destacados empreendedores, criadores de empresas globais baseadas em Portugal. Este conjunto de empreendedores criou, com apoio do Estado um «ecossistema vibrante» que «resulta de um processo de transformação estrutural do País».
O Primeiro-Ministro afirmou que o caminho para este salto passa pela formação de quadros mais qualificados, pela retenção de talentos, pela captação externa de talentos, por empresas com maior valor acrescentado e por uma ligação maior das empresas às entidades produtoras de conhecimento.

António Costa disse igualmente que Portugal tem «de estar mais adiantado do que os outros Estados-membros da União Europeia» na execução do Plano de Recuperação e Resiliência, que «vai injetar algo semelhante ao Plano Marshall simultaneamente em todos os países da União Europeia».

Por isto, «a competição vai ser brutal, porque vai ser uma competição por tudo: Por matérias-primas para materiais de construção, por microchips, por semicondutores e por talento».
Assim, «temos de estar à frente para podermos chegar à frente na meta. A nossa ambição tem de ser a de utilizar esta oportunidade extraordinária para conseguir não só convergir com a média europeia, como também começarmos a atingir os países que estão no top 10 da União Europeia», sublinhou.

Portugal tem recursos para o fazer, desde logo a elevada taxa de licenciados em engenharias, «a terceira da União Europeia, só com a Áustria e Alemanha à sua frente».
«Temos a acrescentar à formação técnica e científica, a nossa arte de viver, que sempre nos foi bastante útil», acrescentou.

O Primeiro-Ministro disse que o ecossistema tecnológico em Portugal se tem «mostrado muito vibrante» e tem de continuar a crescer. «Esta é uma prioridade absoluta para o País».
Portugal já tem sete unicórnios (empresas tecnológicas com capital superior a mil milhões de dólares dos EUA) e «estes sete unicórnios transmitem uma mensagem de confiança para todas as outras startups». 

A maioria das startups não serão nunca unicórnios. Mas o exemplo que estes unicórnios constituem é um enorme fator de motivação para quem já está a empreender, para quem ainda está a estudar ou para quem está lá fora», disse.

«Estas empresas, que atraem investidores de todo o mundo e que respondem a exigentes clientes em ambientes altamente competitivos, são fundamentais para criarmos empregos de qualidade em Portugal», disse ainda.

Fonte: Governo de Portugal


Seu apoio é importante, torne-se um assinante! Sua assinatura contribuirá para o crescimento do bom jornalismo e ajudará a salvaguardar nossas liberdades e democracia para as gerações futuras. Obrigado pelo apoio!

Print Friendly, PDF & Email

Compartilhar

Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
Botão Voltar ao topo
Translate »