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“Não sou um super-herói”, diz Ronaldo, novo dono do Cruzeiro

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Ronaldo comprou o Cruzeiro neste fim de semana, mas o vencedor da Copa do Mundo apelou aos torcedores do clube brasileiro que lhe deram seu início como jogador a não tratá-lo como um super-herói, mas como um administrador comprometido que pode ajudar o time em dificuldades.

Ronaldo com 16 anos, estreou profissionalmente no Cruzeiro em 1993, antes de se tornar um dos maiores atacantes da história do futebol.

Agora um empresário confiante com interesses em futebol e marketing esportivo, o ex-jogador do Real Madrid pagou no sábado 400 milhões de reais (US $ 70 milhões) pelo controle acionário do clube de Belo Horizonte. 

O Cruzeiro é uma das maiores equipes do Brasil, mas está preso na segunda divisão há dois anos e enfrenta uma terceira temporada na Série B em 2022.

Eles também estão afundados em dívidas, mas Ronaldo pediu aos torcedores que comemoraram sua compra que tivessem paciência.

“É hora de voltar”, escreveu ele no Instagram. “É a minha vez de tentar abrir portas para a equipe. Não como um herói. Não com superpoderes para mudar a realidade sozinho. Mas com imensa responsabilidade. Com uma gestão inteligente e sustentável para o crescimento a médio e longo prazo”.

“Não tenho todas as respostas para as perguntas que me faço e possivelmente não terei todas as respostas para as perguntas que vocês vão me fazer”, escreveu ele em uma carta aberta aos fãs.

“O que eu sei é que o garoto que aprendeu no Cruzeiro que os sonhos podem se tornar realidade hoje me faz acreditar que é possível resgatar o clube da crise.”

É a segunda incursão na gestão do ex-atacante do PSV Eindhoven, Inter de Milão, AC Milan, Barcelona e Corinthians. Ronaldo comprou uma participação de 51% no clube espanhol Real Valladolid em 2018.

O negócio do Cruzeiro aconteceu poucos meses depois que o Congresso brasileiro sancionou uma lei que permite que seus clubes de futebol, historicamente propriedade de torcedores e fechados para investidores externos, se tornem empresas.

Ronaldo apresentou a transação como a primeira de muitas que ele e seus assessores dizem que poderia transformar o futebol na nação sul-americana.

“Estamos iniciando um novo capítulo na história do clube”, disse ele. “Estou voltando porque acredito que o Cruzeiro pode voltar. Estou voltando para fazer parte da mudança no futebol brasileiro”.

Fonte: Reuters


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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