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Portos do Paraná apresenta projeto de composteira em escola da Ilha do Mel

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A compostagem controlada não gera o transporte de resíduos orgânicos para aterros sanitários, diminuindo o volume de resíduos que chegam a esses locais.

Com coordenação da diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, através de seus Programas de Educação Ambiental, moradores de comunidades isoladas do Litoral têm recebido ensinamentos básicos sobre permacultura e sustentabilidade, iniciados através da compostagem, um dos princípios básicos dentro das florestas.

Nesta quinta-feira (16) foi a vez de apresentar o projeto de implantação de composteira a professores de uma escola estadual na Ilha do Mel. Com 43 alunos matriculados, a expectativa é que se recicle através da compostagem ao menos 20 quilos de resíduo por semana na escola.

“A Portos do Paraná está novamente revolucionando sua relação com as comunidades, levando os princípios e ética da permacultura, uma prática de gestão australiana de manejo ambiental, para as comunidades ilhadas”, afirmou João Paulo Santana, diretor de Meio Ambiente.

“Quando as folhas, a matéria orgânica, e os galhos das árvores caem, tudo entra em um processo de decomposição pelas bactérias e a permacultura aprendeu a observar isso, e através dela estamos ensinando as comunidades a pegar seus resíduos orgânicos e promover compostagem próximo de suas habitações e escolas”, explicou.

A engenheira florestal Paula Beruski, responsável pelo projeto na Ilha do Mel, explica que o foco na escola é conseguir implantar um processo seguro. “Existem muitas informações confusas acerca do que é a compostagem. Durante as férias vamos ter a oportunidade de executar o processo com os funcionários, para que quando voltem às aulas, os alunos possam ver funcionando, possam ver o composto que a compostagem gera pronto”, disse.

Adriana Maria Busqueto, diretora da escola e uma incentivadora das causas ambientais, acredita que o conteúdo possa ser estendido aos alunos. “Estamos envolvendo os professores para que eles tenham conhecimento para trabalhar o conteúdo em suas práticas pedagógicas”, disse. “Se as crianças aprendem na escola, a probabilidade de aplicarem a prática da compostagem em casa, de convencerem seus pais a fazer, é muito grande”.

BENEFÍCIOS – A compostagem controlada não gera o transporte de resíduos orgânicos para aterros sanitários, diminuindo o volume de resíduos que chegam a esses locais. Com isso, economiza valores para transportar esse resíduo com barcos da comunidade para a cidade e, além disso, não se joga o lixo na natureza.

Outro benefício é a geração de um produto rico, o húmus. Ele pode ser utilizado pelas comunidades para nutrir as hortas, roças, vasos de plantas, jardins, trabalhar o paisagismo e fazer com que isso vire insumo para a produção de alimentos, mudas, ervas aromáticas e medicinais.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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