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Polícia indiana faz prisões em ‘leilão’ online de mulheres muçulmanas

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Singh, 19 anos, é suspeita de ser a principal acusada entre as três detidos pela polícia de Mumbai por causa de um aplicativo que colocou mais de 100 mulheres ‘à venda’.

A polícia na Índia afirma ter prendido três suspeitos em uma investigação sobre um aplicativo online que compartilhava fotos de mais de cem mulheres muçulmanas para um “leilão” em outro caso de ódio contra a comunidade minoritária.

Nos últimos dias, várias mulheres muçulmanas indianas disseram nas redes sociais que suas fotos foram usadas sem consentimento para criar um aplicativo de código aberto na plataforma de desenvolvimento de software aberto de propriedade da Microsoft, GitHub.

O aplicativo foi chamado de “Bulli Bai”, um termo depreciativo para descrever as mulheres muçulmanas.

A divisão de crimes cibernéticos da Polícia de Mumbai na quarta-feira de manhã prendeu Mayank Rawal, 21, do estado de Uttarakhand, no norte, informou a agência de notícias Press Trust of India.

Rawal é a terceira pessoa a ser presa no caso, depois de Vishal Kumar, um estudante de engenharia de 21 anos, e Shweta Singh, uma mulher de 19 anos suspeita pela polícia ser a principal acusada.

Kumar foi preso no centro de tecnologia ao sul de Bengaluru, disseram oficiais da polícia de Mumbai na terça-feira, enquanto Singh foi pego em Uttarakhand.

Em uma queixa policial registrada no domingo, Ismat Ara, um jornalista de Nova Déli visado pelo aplicativo disse que era uma tentativa de assediar mulheres muçulmanas.

“O dito GitHub é violento, ameaçador e com a intenção de criar um sentimento de medo e vergonha em minha mente, bem como nas mentes das mulheres em geral e da comunidade muçulmana cujas mulheres estão sendo visadas dessa maneira odiosa”, disse Ara nas redes sociais.

No sábado passado, o Ministro de Tecnologia da Informação da Índia, Ashwini Vaishnaw, disse que o GitHub confirmou o bloqueio do usuário que criou o aplicativo “Bulli Bai”.

Com informações de Al Jazeera English

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Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela Universidade Norte do Paraná (2018) e possuí pós-graduação em Gestão Educacional (2019) pela mesma instituição. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016, onde aborda a vida de grandes personagens históricas ao longo dos séculos. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.
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