Saúde

Novos remédios a partir de plantas e de microrganismos da Amazônia

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Entre as doenças endêmicas da Amazônia (isto é, mais comuns na região) estão a Tuberculose, as doenças causadas por Escherichia coli, Salmonella sp, Shigella sp e Staphylococcus aureus e as Dermatomicoses (lesões de pele ocasionadas por fungos). Os Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas (INPA) da Amazônia estão investigando extratos de microrganismos ambientais e os de plantas reconhecidas pelos saberes tradicionais, como eficazes contra essas doenças. Buscam isolar e identificar novos compostos com ação antibiótica ou compostos que possam estimular o crescimento microbiano para uso em técnicas laboratoriais de diagnóstico.

Os pesquisadores coletam, nas áreas dos Campi do INPA, as espécies vegetais com indicações de uso popular e microrganismos ambientais. Realizam bioensaios antimicrobianos, voltados para a busca de compostos vegetais ou microbianos que tenham ação comprovada contra as micobactérias, principalmente o Mycobacterium tuberculosis (agente da tuberculose), Escherichia coli, Salmonella sp, Shigella sp, Staphylococcus aureus e fungos dermatofíceos. Outros bioensaios são realizados para detectar substâncias com fins biotecnológicos aplicáveis em métodos laboratoriais de diagnóstico em tuberculose.

Nas dependências dos campus do INPA já foram identificadas 337 espécies vegetais diferentes, algumas das quais com indicação popular de ação medicamentosa. Entretanto, são quase inexistentes os estudos de busca de princípios bioativos, entre essas plantas, contra as principais patologias amazônicas. Por outro lado sabemos que o uso indiscriminado de medicamentos antimicrobianos tem induzido o surgimento, cada vez mais freqüente, de microrganismos resistentes que dificultam a cura das doenças. Esse fato faz com que a industria farmacêutica busque, incessantemente, novas moléculas com potencial antimicrobiano, seja através de compostos sintéticos ou a partir de produtos naturais, microbianos ou vegetais. Hoje, 80% da humanidade não tem acesso aos medicamentos industrializados, seja por habitar longe dos centros urbanos, ou por não dispor de recursos financeiros para tratamento. Assim, o uso de produtos vegetais pode representar uma boa opção de tratamento a baixo custo, através das plantas cultivadas nos quintais das residências. Por outro lado, a identificação de compostos naturais oriundos de plantas nativas ou de microrganismos ambientais, que venham demonstrar alguma atividade medicamentosa, poderá representar uma fonte econômica para o desenvolvimento de toda a região.

Pesquisador(es) Responsável(eis)

Julia Ignez Salem

Instituição(ões)

Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA

Fonte: https://canalciencia.ibict.br

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Joice Maria

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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