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Insultar sogros pode levar a espancamento, diz pesquisa nacional na Índia

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Uma razão aparentemente muito comum para bater na esposa – suspeitar que a esposa seja infiel, no entanto, aparece apenas em terceiro lugar.

A violência doméstica é comum na Índia e 44% dos homens acreditam que podem bater em suas esposas se não cumprirem seus “deveres”. No entanto, uma porcentagem ligeiramente maior de mulheres – em torno de 45% também tolera o espancamento da esposa, diz a Pesquisa Nacional de Saúde da Família (NFHS-5).

Quais são esses “deveres” que estão levando ao abuso doméstico? De acordo com a pesquisa, o principal motivo é desrespeitar os sogros – concordado por 31%. A próxima razão mais popular é a crença de que a esposa não está cuidando da família, da casa ou dos filhos.

Suspeitar que a esposa seja infiel, no entanto, aparece apenas em terceiro lugar. Os próximos dois motivos que causam agressões a mulheres são discutir com o marido e sair sem a permissão do cônjuge. Logo depois, vêm as habilidades culinárias. Na Índia todas as esposas devem ser adeptas a “cozinhar corretamente” e a falta dessa habilidade também pode levar a espancamentos.

Não significa não – e 72% dos homens concordam

No entanto, a pesquisa Pesquisa Nacional de Saúde da Família também revelou um lado positivo da sociedade indiana. De acordo com os resultados grande parte dos entrevistas concorda que as esposas não devem ser espancadas por se recusarem a fazer sexo. No entanto, mais mulheres toleram isso do que homens.

A pesquisa também perguntou aos homens se eles têm o direito de exibir quatro tipos de comportamentos quando a esposa se recusa a fazer sexo como: ficar com raiva e repreendê-la; recusar-se a dar-lhe dinheiro ou outros meios de apoio financeiro; usar a força e fazer sexo; e fazer sexo com outra mulher.

“Na Índia, apenas 6% dos homens de 15 a 49 anos concordam que os homens têm o direito de exibir todos esses quatro tipos de comportamentos se sua esposa lhe recusar sexo, e 72% não concordam em não exibir nenhum dos quatro comportamentos”, diz o relatório.

Menos mulheres casadas estão empregadas, e algumas delas nem são pagas

As mulheres indianas que são casadas estão inseridas em menor quantidade no mercado de trabalho. Apenas 32% das mulheres casadas no país com idades entre 15 e 49 anos estão empregadas, de acordo o relatório da Pesquisa Nacional de Saúde da Família (NHFS). Para os homens, o mesmo número é de 98%.

Porém, 15% dessas mulheres empregadas não são remuneradas, enquanto 83% delas são pagas em dinheiro. No entanto, 85% das mulheres têm voz na tomada de decisões sobre seus ganhos.

“É mais comum que as mulheres tomem essas decisões em conjunto com o marido; apenas 18% tomam essas decisões sozinhos. Para 14% das mulheres, o marido é o único tomador de decisão sobre o uso dos ganhos das mulheres”, disse o relatório. E, 75% das mulheres que ganham têm uma conta bancária ou poupança que elas mesmas usam.

A capacidade de ter uma palavra a dizer sobre seus ganhos, no entanto, aumenta com a idade e é melhor nas áreas urbanas, conforme o relatório.

Por fim o relatório também informa que “atitudes igualitárias em relação ao papel das mulheres na tomada de decisões domésticas são mais prevalentes entre os homens nas áreas urbanas do que nas áreas rurais”. E homens com mais anos de escolaridade do que menos escolaridade também seguem essa tendência.

Com informações de Business Insider India


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Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela UNOPAR (2018) e possuí pós-graduação em Gestão e Organização da Escola com Ênfase em Supervisão Escolar (2019) também pela UNOPAR. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.
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