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Decreto do Talibã ordena que mulheres no Afeganistão cubram o rosto

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As mulheres no Afeganistão devem cobrir seus rostos em público, de acordo com um decreto emitido pelo Talibã no sábado, 07/05.

As novas regras dizem que as mulheres devem cobrir o rosto, de preferência vestindo a burca tradicional, de acordo com um comunicado da Direção Geral de Assuntos Administrativos.

Se uma mulher não seguir as regras, seu “guardião masculino” será visitado e aconselhado e, eventualmente, preso e sentenciado. Mulheres que trabalham em repartições públicas e não seguem o novo decreto serão demitidas.

O Talibã tem sido criticado por restringir os direitos e liberdades das mulheres em várias áreas da vida pública.

“O Talibã não pode nos apagar, eles não podem. Isso não é como nos anos 1990 ou antes – eles têm que aceitar [as mulheres]. Eles não têm outra escolha”, disse a ex-política afegã e ativista dos direitos das mulheres Zarifa Ghafari à CNN no mês passado.

Em dezembro, o Talibã proibiu as mulheres de fazer viagens de longa distância no Afeganistão por conta própria, exigindo que um parente do sexo masculino as acompanhasse por qualquer distância além de 70 quilômetros. As novas regras também exigiam que os motoristas não permitissem que mulheres sem véus sentassem em seus carros.

As novas regras são para evitar que as mulheres sofram qualquer dano ou “perturbação”, disse Mohammad Sadiq Hakif Mahajer, porta-voz do Ministério para a Propagação da Virtude e Prevenção do Vício.

Em novembro, o Talibã emitiu diretrizes para emissoras para que proíbam todos os dramas, novelas e programas de entretenimento com mulheres. As apresentadoras de notícias também devem agora usar hijba. Essas foram as primeiras restrições do tipo impostas as mídias no país.

E apesar das promessas iniciais do Talibã de que as mulheres manteriam seus direitos à educação, as escolas secundárias femininas foram fechadas em março.

Em janeiro, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou à liderança do Talibã para reconhecer e proteger os direitos humanos fundamentais de mulheres e meninas. “Nenhum país pode prosperar enquanto nega os direitos de metade de sua população”, disse ele.

Com informações de CNN


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Fernanda da Silva Flores

Fernanda da Silva Flores é graduada em História pela UNOPAR (2018) e possuí pós-graduação em Gestão e Organização da Escola com Ênfase em Supervisão Escolar (2019) também pela UNOPAR. Fundou o site Rainhas na História em setembro de 2016. Reside em Itajaí, Santa Catarina, Brasil.
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