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Diagrama de Ishikawa: empresas podem adotar ferramenta para solução de problemas

Essa é uma técnica visual composta por um gráfico, que tem uma linha horizontal referente ao problema principal e ramificações verticais que fazem a indicação das causas e subcausas

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O Diagrama de Ishikawa é uma ferramenta que permite às empresas estruturarem, de maneira hierárquica, as possíveis causas de um determinado problema e as oportunidades de soluções. Também conhecida como Diagrama de Causa e Efeito, Diagrama Espinha de Peixe ou Diagrama 6M, essa é uma técnica visual composta por um gráfico que tem uma linha horizontal referente ao problema principal e ramificações verticais que fazem a indicação das causas e subcausas.

O gráfico visual surgiu em 1943 e o nome dessa metodologia é inspirado em seu criador, o engenheiro japonês Kaoru Ishikawa. Nas décadas seguintes, por meio de aperfeiçoamentos, profissionais de diversas áreas puderam encontrar na ferramenta maneiras de chegarem às causas de problemas enfrentados em empresas.

A ideia para a elaboração de um diagrama parte do pressuposto de que todo problema tem uma causa específica. Dessa forma, para corrigi-lo, é preciso eliminar a causa-raiz. Para isso, a equipe de colaboradores deve fornecer sugestões de motivos, que são testados e analisados, um por um, pelo método. 

Aplicabilidade e vantagens do processo

Conforme canais especializados em assuntos corporativos e ferramentas de gestão, a principal utilização do Diagrama de Ishikawa é a identificação de razões para dispersões e não conformidades. Contudo, ele pode ser usado sempre que houver uma situação indesejada na instituição. 

Alguns exemplos de circunstâncias nas quais essa visualização gráfica pode ser útil incluem problemas com lotes defeituosos de mercadorias; reclamações recorrentes sobre um funcionário ou setores; e prejuízos ou atrasos na prestação de determinado serviço. 

Além dessas aplicações, o diagrama também pode ser utilizado para que os dirigentes de uma empresa enxerguem uma situação de maneira mais sistêmica e abrangente. Passa a ser possível, também, identificar as causas secundárias de um problema, e não apenas o motivo principal, e encontrar soluções para os percalços por meio de recursos da própria empresa, o que gera melhorias nos processos.

As vantagens desse método também incluem o estímulo ao envolvimento de toda a equipe de gestão de qualidade, a organização de ideias e o trabalho em equipe. 

Colocando em prática

O Diagrama Espinha de Peixe é utilizado com frequência no gerenciamento do controle de qualidade, com aplicabilidade em diferentes processos. O primeiro passo para resolver uma situação problema é defini-la, conforme indicam os especialistas no assunto. Nesse momento, é importante prezar pela objetividade e mensurar a questão, para que seja mais fácil determinar futuramente se a causa foi solucionada. Usar um modelo pronto de diagrama de Ishikawa ajuda a executar a tarefa enquanto se aprende a metodologia.

Desenhe a espinha de peixe

Exemplo de Diagrama de Ishikawa (Ilustração: Miro/Reprodução)

O processo de identificação das causas dos problemas é feito a partir de uma divisão, chamada de “divisão 6M”, que enumera seis tipos de causas. 

Para isso, o desenho do diagrama é composto por uma linha horizontal, que traz a questão central a ser resolvida, e outras linhas verticais com as seis categorias de causas. 

Elas incluem o método, que diz respeito à sequência de ações padronizadas que geralmente são usadas na execução do processo; a máquina ou equipamento, uma vez que diversos problemas ocorrem por erros ou falhas em maquinário, seja por falta de manutenção ou devido à utilização inadequada; e a mão de obra ou pessoas, que podem gerar problemas como falta de qualificação, desmotivação, imprudência de colaboradores ou fornecedores. 

Também participam da divisão 6M os materiais, que podem ser a matéria-prima usada no processo ou qualquer outro material fundamental; a medida, que é a categoria das decisões e ações tomadas anteriormente e que podem alterar o processo e dar origem ao problema; e o meio ambiente, referente ao contexto que pode favorecer ou não o surgimento de problemas, como poluição, calor e falta de espaço. 

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