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Como funciona a coparticipação em plano de saúde empresarial

Empregador fica responsável pela mensalidade do serviço médico, enquanto beneficiário paga apenas uma taxa por cada procedimento

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Cerca de 77% dos profissionais consideram o plano de saúde o benefício mais importante que as empresas podem oferecer. Essa foi a conclusão da pesquisa feita pela empresa Robert Half, em 2020. Sendo assim, é importante que empregador e funcionário se mantenham informados sobre as modalidades disponíveis, como a coparticipação.

Como um dos principais problemas enfrentados pelas companhias é a rotatividade dos colaboradores, contratar plano de saúde empresarial está na lista de práticas que podem ajudar as organizações a atrair e reter talentos. 

Além disso, o aumento registrado na contratação de planos de saúde — que, até dezembro de 2021, atendiam quase 49 milhões de brasileiros, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — confirma o maior interesse das pessoas no autocuidado.

Como funcionam os planos de saúde empresariais?

Por meio de vínculo empregatício ou estatutário, os planos de saúde empresariais oferecem auxílio médico aos colaboradores da organização. Nessa categoria, a própria empresa é responsável por buscar e contratar o serviço para os funcionários. 

Vale ressaltar que a companhia não é obrigada a oferecer plano de saúde, assim como cabe ao trabalhador aceitar ou não participar do convênio. Além disso, a assistência médica oferecida pode variar de acordo com cada empresa. O beneficiário pode, por exemplo, incluir dependentes se o plano contratado oferecer essa opção. 

Existem organizações que não descontam valor dos colaboradores pelo plano de saúde, enquanto outras podem cobrar uma porcentagem específica na folha de pagamento. 

Há também a modalidade de coparticipação, quando o empregador fica responsável pela mensalidade do serviço médico e o beneficiário paga apenas uma taxa de cada procedimento que usar. Dessa forma, o funcionário só tem algum valor descontado em sua folha de pagamento quando de fato utilizar os auxílios de saúde da contratação.

Como funciona a coparticipação?

Em linhas gerais, o serviço médico para empresas costuma contar com mensalidades mais atrativas do que os planos individuais. O desconto pode ser ainda maior na modalidade de coparticipação, porque o colaborador paga uma porcentagem somente dos procedimentos utilizados. 

Sendo assim, é importante que a empresa avalie o perfil dos seus colaboradores. Companhias que contam com funcionários que aderem ao plano e fazem uso dele de forma esporádica conseguem melhores resultados, principalmente com o corte de gastos. 

Por outro lado, se o trabalhador costuma usar o plano de saúde com mais frequência, é importante fazer os cálculos e avaliar se essa é, de fato, a melhor opção.

O valor da taxa cobrada em cada atendimento pode variar conforme a operadora. A ANS recomenda que a porcentagem não ultrapasse 40% do valor total de uma consulta ou procedimento. Além disso, na maioria dos planos a coparticipação não é cobrada em cirurgias ou internações.

Quando o trabalhador vai a uma consulta, o valor da taxa é descontado da sua folha de pagamento no prazo estabelecido em contrato. Geralmente, o desconto ocorre entre 60 e 90 dias depois do evento. Atualmente, a coparticipação pode ser aplicada em todos os procedimentos ou eventos de saúde cobertos pelo plano.

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