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Com participação do IDR-PR, pesquisa investiga mecanismos na degradação do solo agrícola

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Estudo ocorreu a partir de experimentos em latossolos de Guarapuava, Imbituva, Ivaiporã, Londrina e Mauá da Serra. O resultado foi publicado na conceituada revista científica Catena, especializada em artigos sobre geoecologia, hidrologia e geomorfologia.

Estudos desenvolvidos pelos pesquisadores Cezar Francisco Araújo Jr., do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Pedro Rodolfo Siqueira Vendrame e Thadeu Rodrigues de Melo, ligados à Universidade Estadual de Londrina (UEL), e Edivaldo Lopes Thomaz, da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), concluíram que quanto maior o agregado do solo, menor a resistência ao impacto da chuva.

A pesquisa chegou a essa conclusão a partir de experimentos em latossolos de Guarapuava, Imbituva, Ivaiporã, Londrina e Mauá da Serra. O resultado do estudo foi publicado na conceituada revista científica Catena, especializada em artigos sobre geoecologia, hidrologia e geomorfologia.

Latossolo é uma categoria de solos típicos de regiões tropicais, presentes em cerca de 40% do território brasileiro e ricos em silício, alumínio e ferro. Agregado, por sua vez, é como os especialistas denominam a estrutura formada pela adesão de porções minerais de terra, como argila e areia, com restos da decomposição de vegetais, raízes, insetos mortos e outros materiais orgânicos —, tudo isso aglutinado por ação biológica (fungos, bactérias, minhocas) associada a processos físicos e químicos do próprio solo. É algo como um torrão, mas de composição bem mais complexa.

Os agregados conferem porosidade aos solos, e isso beneficia o desenvolvimento das raízes das plantas, a circulação de água ao longo do perfil e a qualidade geral do terreno para fins agrícolas, explica Cezar Francisco Araújo Jr.

Revolvimento do solo, circulação de máquinas, ciclos de umedecimento e secagem em função das chuvas ou de contração e expansão por períodos de veranico e, principalmente, o impacto direto das gotas de chuva são os fatores que contribuem para o rompimento dos agregados, de acordo com o pesquisador.

Ele acrescenta que esse tipo de estudo permite entender a resistência dos solos à erosão hídrica acelerada — talvez o mais importante processo de degradação dos solos paranaenses. “Mas apesar de sua importância, os mecanismos envolvidos na estabilidade ou no rompimento de agregados ainda são pouco estudados”, disse.

PESQUISA – Os pesquisadores submeteram agregados de diferentes tamanhos (1 a 2 mm, 2 a 4 mm e 4 a 8 mm) a diversos métodos de ruptura. Concluíram que o impacto direto de gotas de chuva (artificial, no caso do estudo) reduz a estabilidade em 17% e é a maior fonte de desagregação em comparação, por exemplo, ao umedecimento e secagem lentos.

O estudo verificou também que a resistência à desagregação é pequena nos latossolos vermelhos de Londrina e um pouco maior nos latossolos vermelho-amarelos que ocorrem em Mauá da Serra, Imbituva e Ivaiporã. Os latossolos brunos, em Guarapuava, são os mais resistentes.

“Aos produtores, esses resultados ratificam a recomendação de fazer rotação de culturas, manter o terreno permanentemente coberto e reduzir ao máximo o tráfego de máquinas em condições de elevada umidade para preservar os agregados e proteger os solos da erosão”, afirma Araújo.

O artigo completo pode ser acessado AQUI. (Texto em inglês).

Fonte: Agência de Notícias do Paraná


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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