História

Série Brasileiros em Destaque: Celso Monteiro Furtado

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Celso Monteiro Furtado, nasceu aos 26 de julho de 1920, em Pombal (Paraíba), filho de Maurício Medeiros Furtado e Maria Alice Monteiro Furtado. Em 1944, formou-se em Direito. Aos sete anos, mudou-se com a família para João Pessoa, onde estudou no Liceu Paraibano. Completou os estudos no Ginásio Pernambucano, em Recife. Cursou Direito (1939-1944) na Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Logo após a formatura, foi convocado para integrar a FEB (Força Expedicionária Brasileira), quando em janeiro de 1945, embarcou para a Itália como aspirante a oficial da Força Expedicionária Brasileira (FEB), para lutar na II Guerra Mundial, finda a guerra retornou ao Brasil em agosto do mesmo ano, onde permaneceu até 1946. 

Em 1947, viajou para a Inglaterra para realizar um período de estudos na London School of Economics. Neste ínterim, iniciou o curso de doutorado em Economia, na Universidade de Sorbonne, em Paris (França), onde defendeu em 1948 a tese “A Economia Brasileira no Período Colonial” e escreveu o primeiro ensaio sobre a economia brasileira contemporânea (1949), os quais foram precursores do livro escrito na Inglaterra, que se tornou mais conhecido, sendo publicado em 1959 com o título “Formação econômica do Brasil”, imaginando explicar o Brasil para os estrangeiros, servindo mais para os brasileiros. 

“É velho lugar-comum, muitas vezes esquecido, afirmar que a economia existe para o homem, não o homem para a economia”.Sempre pensei como cidadão de meu país e membro da humanidade, logo, como político. Se procurei estudar economia foi na busca de instrumentos que pudessem ajudar a organizar o mundo, e organizar o mundo é construir a justiça.”

Nesta estada em Paris, conheceu sua primeira esposa, a química argentina Lúcia Piave Tosi, com quem teve dois filhos, Mario Tosi Furtado (1949) e André Tosi Furtado (1954). Por contingências na política brasileira, como passagem interessante, moraram em Paris, onde ela permaneceu até 1983, atuando como pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) na Universidade Pierre e Marie Curie. Aposentada em 1983, enquanto estava na França, presenciou a explosão do movimento feminista após maio de 1968, juunto com outras mulheres latino-americanas exiladas das ditaduras, criou o Grupo Latino-Americano de Mulheres em Paris, onde abraçou com fervor a luta das mulheres pela construção da igualdade.

0 livro, “Formação econômica do Brasil”, enfoca como novidade a combinação do método histórico com a análise econômica, primeira ocorrência no Brasil. O texto principia com uma análise da ocupação do território brasileiro, equiparando-se às colônias do hemisfério Norte e Antilhas, perpassando pelos ciclos do açúcar, pecuária, ouro, ascensão da economia cafeeira, e, no século XX, a crise da cafeicultura e a industrialização, cuja especificidade Furtado tratou com excepcional clareza. Ele tornou-se um marco na historiografia econômica brasileira, como curiosidade: o manuscrito enviado de Cambridge para a Editora Nacional brasileira extraviou-se. Por sorte, o microfilme feito de última hora num equipamento precário pôde ser projetado, quase trezentas páginas escritas à mão foram datilografadas, dessa vez com cópia. 

Já casado, retornando ao Brasil, foi trabalhar no Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) e Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 1949, transferiu-se para Santiago do Chile para trabalhar na recém-criada Comissão Econômica para a América Latina (CEPAL). Em 1950, foi nomeado diretor da divisão de Desenvolvimento Econômico desta Comissão. 

Convidado para presidir o Grupo Misto de Estudos [Convênio CEPAL e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE)], retornou ao Rio de Janeiro em 1953, voltando à sede da Cepal, em Santiago do Chile, em 1955, para dirigir um estudo sobre a economia mexicana, o que acabou resultando em nova mudança, indo à Cidade do México, em 1956. Foi nomeado em 1958, pelo presidente Juscelino Kubitschek, interventor junto ao Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste (GTDN). 

Em janeiro de 1959, participou no Palácio Rio Negro, em Petrópolis (RJ), numa reunião convocada por Kubitschek para discutir a situação do Nordeste, que atravessava grave crise decorrente da seca. Apresentou ao Presidente os resultados dos estudos que vinha realizando junto ao GTDN, onde recebeu a incumbência de elaborar um plano de política econômica para esta região. 

“Eu venho de um mundo que me parecia catastrófico. Pombal é das cidades mais ásperas do sertão. Região seca, de homens secos. Muito menino, eu olhava pela fresta da janela a chegada dos cangaceiros.”

Em nova reunião ocorrida 30 dias após a primeira no Palácio do Catete (RJ), Furtado propôs a transformação do Conselho de Desenvolvimento do Nordeste (CODENO) numa estrutura mais efetiva, de onde se originou a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), cujo anteprojeto de lei foi enviado ao Congresso Nacional, em fevereiro de 1959, o qual previa a   criação da Superintendência, com sede em Recife. Nesta ocasião lançou-se, também, o nome de Celso Furtado para Superintendente do referido órgão. Porém, houve algumas objeções a essa indicação, o que dificultou a tramitação no Congresso.  Diante deste fato, Furtado empenhou-se não só pela aprovação do projeto, como também batalhou pela aceitação de sua nomeação  por parte da opinião pública.

Em 27 de maio de 1959, a Câmara dos Deputados aprovou a criação da Sudene, e em 13 de dezembro seguinte, foi sancionada a Lei nº 3.692 que instituía o novo órgão, vinculado diretamente à presidência da República. Nomeado primeiro superintendente da Sudene, Celso Furtado foi designado pelo BNDE para coordenar em Recife, a instalação da Superintendência, a qual passou a operar com planos plurianuais, planos diretores de desenvolvimento econômico e social no âmbito regional. O 1º destes planos, em maio de 1960, foi encaminhado ao Congresso e gerou intenso debate.  Ele propunha quatro diretrizes: a) sistematização dos investimentos em matéria de transportes; b) aumento da capacidade de energia elétrica; c) aproveitamento dos recursos humanos; d) reestruturação da economia rural.  Trazia em seu cerne, também outros objetivos, tais como: a industrialização, a colonização do Maranhão, a criação de uma reserva alimentar de emergência e o levantamento dos recursos minerais. Com isso caberia à Sudene, a organização ou a incorporação de sociedades de economia mista, a fim de executar obras tidas como prioritárias para o desenvolvimento regional. Contudo, apesar da tentativa de políticos nordestinos de barrar o andamento do projeto, pois receavam perder posições e privilégios, ele foi aprovado em agosto de 1961. 

“Porque no centro de minhas reflexões estavam problemas reais, a pesquisa econômica foi sempre para mim um meio de preparar a ação, minha ou de outros. Compreender melhor o mundo para agir sobre ele com mais eficácia. Isso significa que os fins últimos devem estar sempre presentes no espírito.”

Em 25 de agosto de 1961, a renúncia de Jânio Quadros à presidência da República, desencadeou uma grave crise política. Os ministros militares decidiram vetar a posse do vice-presidente João Goulart. Com isso, Celso Furtado continuou na superintendência da Sudene.Em 1962, ao ser nomeado por Goulart para ocupar o ministério do Planejamento, ficou incumbido de elaborar, em dois meses, um plano governamental de política econômica, que foi divulgado em 30 de dezembro, denominado “Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social”, executado por Celso Furtado e Santiago Dantas. 

Ao ver fracassada a proposta de estabilização e de crescimento econômico, Goulart decidiu promover mudanças em seu ministério e com isso Celso Furtado deixa o ministério, retorna à Recife para dedicar-se integralmente à SUDENE, até 31 de março de 1964, quando da eclosão do movimento político-militar que depôs Goulart e instaurou novo regime, o que forçou a saída de Furtado do referido órgão. Com a edição do Ato Institucional nº 1 (AI-1), Celso Furtado teve seu nome incluído na primeira lista de cassados. Depois da anistia, Celso Furtado voltou várias vezes ao Brasil. Em 1986, foi nomeado Ministro da Cultura no governo Sarney, criando a primeira legislação de incentivo à cultura. Em 1999, seu livro “O Capitalismo Global” ganhou o Prêmio Jabuti, na Categoria Ensaio.

Convidado pelo Instituto Latino-Americano para Estudos de Desenvolvimento (ILDES/CEPAL), em abril de 1964 foi para Santiago (Chile), viajou para New Haven (EUA) como pesquisador graduado do Instituto de Estudos do Desenvolvimento (Yale University), atuando na área de  ensino e pesquisa em Harvard e Colúmbia (EUA),Cambridge (Inglaterra). Em 1965, foi para Paris, Sorbonne, assumiu a cátedra de professor efetivo na Faculdade de Direito e Ciências Econômicas (Universidade de Paris), cargo no qual  permaneceu por vinte anos.

Morando seis meses por ano em Paris, retomou as atividades literárias e acadêmicas, assim integrou como membro permanente, a Comissão de Desenvolvimento e Cultura da Organização das Nações Unidas (ONU). Na década de 1970, dedicou-se intensamente às atividades docentes, tais como: redação e publicação de livros.

Em 1978, casou-se com a segunda esposa, a jornalista Rosa Freire d’Aguiar, com quem conviveu até o final da vida.Participou de seminários e integrou o Conselho Acadêmico da Universidade das Nações Unidas, em Tóquio.

Em agosto de 1979, recebeu a anistia do governo brasileiro e em agosto de 1981,  com a extinção do bipartidarismo, retoma a militância política e filia-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro, (PMDB), criado em novembro de 1979. Concomitantemente a isso, manteve atividades acadêmicas como diretor de pesquisas da École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris. 

Participou intensamente da campanha de Tancredo Neves às eleições indiretas para a presidência da República, em 1984. 

Em janeiro de 1985, foi convidado a integrar a comissão destinada a elaborar o Plano de Ação do Governo. Com o falecimento de Tancredo, foi indicado em março pelo presidente José Sarney, para o cargo de embaixador do Brasil junto à Comunidade Económica Europeia, em Bruxelas – Bélgica, contudo só assumiu o posto em outubro. 

Em fevereiro de 1986, substituiu o ministro da cultura Aluísio Pimenta, lugar que ocupou até agosto de 1988.

Em 2000, em comemoração de seus 80 anos, a Academia Brasileira de Letras do Rio de Janeiro realizou a exposição “Celso Furtado: Vocação Brasil”. 

Em 2001 a Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro instituiu o “Prêmio Celso Furtado de desenvolvimento”.

O economista Celso Furtado não se considerava “homem de letras”, mas homem de pensamento. Como pensador o reconhece também críticos e estudiosos da economia, como o economista Francisco de Oliveira, ao afirmar que a obra de Celso Furtado vai além de outras interpretações da realidade brasileira, “não porque seja teoricamente superior, senão porque foi escrita in actione. Enquanto as obras anteriores explicaram e “construíram” o país do passado, a de Furtado explica e no Correio das Artes n. 400 (de 31 de outubro de 1997), suplemento mensal de A União, de João Pessoa, Evandro Nóbrega, Coordenador Geral e Editor desta edição comemorativa de sua recepção na ABL, registrou esse depoimento de Celso Furtado: “Quando, finalmente, aos 26 anos de idade, comecei a estudar Economia de maneira sistemática, minha visão do mundo já estava definida. Assim, a Economia não chegaria a ser mais que um instrumental, que me permitia com maior eficácia tratar problemas que vinham da observação da História ou da vida dos homens em Sociedade. Pouca influência teve a Economia, portanto, na conformação do meu espírito. Nunca pude compreender a existência de um problema “estritamente econômico”. Por exemplo, a inflação nunca foi, em meu espírito, outra coisa senão a manifestação de conflitos de certo tipo entre grupos sociais. Da mesma forma, uma empresa nunca foi outra coisa senão a materialização do desejo e Poder de um ou vários agentes sociais, em uma de suas múltiplas formas”.

Celso Furtado está entre os grandes economistas do mundo que estudaram, no pós-guerra, e de forma pioneira, os problemas do desenvolvimento econômico relacionando-os com problemas históricos, como Gunnar Myrdal, Raúl Prebisch, Ragnar Nurkse, Hans Singer e outros. Criador de uma obra inovadora com uma leitura contemporânea das contradições do capitalismo, o economista foi o único brasileiro indicado ao Prêmio Nobel de Economia, em 2013. 

[…] é quando a capacidade criativa do homem volta-se para a descoberta dele mesmo, empenha-se em enriquecer o seu universo de valores, que se pode falar de desenvolvimento. Efetiva-se o desenvolvimento quando a acumulação conduz à criação de valores que se difundem em importantes segmentos da coletividade.” (Celso Furtado, em “Cultura e Desenvolvimento em época de crise”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984, p.107).

Seu pensamento econômico é ainda bastante atual, pois muito de seus conceitos podem ser vistos na contemporânea política econômica brasileira, sendo que o mérito deste é o de aliar pensamento econômico e história, não deixando de lado a conotação social e até mesmo a profunda análise humanitária que este consegue conciliar ante uma área do conhecimento notoriamente conhecida pelo seu excesso de pragmatismo. Este diferencial em seu estudo faz com que Celso Furtado figure entre os maiores estudiosos do campo econômico.

Celso Furtado faleceu no Rio de Janeiro, no dia 20 de novembro de 2004.

Data de nascimento

1920-07-16

Data de falecimento

2004-11-20

Prêmios e condecorações

Membro do Conselho Editorial das revistas Econômica Brasileira (1954-64), Desarollo Económico (Buenos Aires, 1966-70), El Trimestre Econômico (México, 1965- ), Revista de Economia Política (São Paulo, 1981- ), Pensamiento Iberoamericano (Madri, 1982- 

Membro do Conselho Acadêmico da Universidade das Nações Unidas (Tóquio, 1978-82), do Committee for Development Planning das Nações Unidas (1979-82), da South Commission (1987-91), da Commission mondiale pour la Culture et lê développement (ONU/UNESCO, 1993-95), do Comitê International de Bioéthique (UNESCO, 1995-97);

Doutor Honoris Causa das Universidades: Técnica de Lisboa (Portugal, 1987), da Estadual de Campinas-UNICAMP (Campinas, SP, 1990), Federal de Brasília (Brasília, 1991), Federal do Rio Grande do Sul (Porto Alegre, 1994), Federal da Paraíba (João Pessoa, 1996), Pierre Mendès-France (Grenoble, França, 1996), Estadual do Ceará (Fortaleza, 2001), Estadual de São Paulo-UNESP (São Paulo, 2002), Federal do Rio de Janeiro (Rio de Janeiro, 2002); Membro do PEN Clube do Brasil (1991);

Em 1997, a Academia de Ciências do Terceiro Mundo, sediada em Trieste, criou o “Prêmio Celso Furtado”, outorgado a cada dois anos a um cientista social do Terceiro Mundo;

Em 1997, tornou-se membro do Comitê de Bioética da Unesco. Em 31 de outubro de 1997, tomou posse na Academia Brasileira de Letras (ABL).  

Em 2001 a Fundação Carlos Chagas de Apoio à Pesquisa do estado do Rio de Janeiro instituiu o “Prêmio Celso Furtado de desenvolvimento”;

Membro da Academia Brasileira de Ciências (2003).

Referências

Referências: 

BIOGRAFIA. Disponível em https://www.academia.org.br/academicos/celso-furtado/biografia. Acessado em 14 fev 22 às 6h00.

CELSO Monteiro Furtado. Wikipedia. Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Celso_Furtado.

Acessado em 13 fev 22 às 17h00.

FRAZÃO, D. Celso Furtado: economista brasileiro. Disponível em https://www.ebiografia.com/celso_furtado/. Última atualização em 13 mar 2016. Acessado em 13 fev 22 às 17h00.

FRASES de Celso Furtado. Disponível em https://citacoes.in/autores/celso-furtado/. Acessado em 13 fev 22 às 17h20.

FENSKE, Elfi Kürten (pesquisa, seleção e organização). Celso Furtado – cultura e desenvolvimento. Templo Cultural Delfos, julho/2013. Disponível em http://www.elfikurten.com.br/2013/07/celso-furtado.html?m=1. Acessado em 13 fev 22 às 17h30.

SOUZA, M. D. Celso Furtado, 100 anos: base para se pensar um novo projeto de país. Brasil de Fato. São Paulo,  26 jul 2020 às 10h09. Disponível em  https://www.brasildefato.com.br/2020/07/26/celso-furtado-economia-e-superacao-do-subdesenvolvimento-na-pratica. Acessado em 20 fev 2022 às 10h30.

SANTIAGO, E. Celso Furtado. InfoEscola: navegando e aprendendo. Disponível em  https://www.infoescola.com/biografias/celso-furtado/. Acessado em 20 fev 2022 às 11h00.

ESPECIAL CELSO FURTADO. Programa Roda Viva. 25 jul 2020. Disponível em https://br.video.search.yahoo.com/search/video?fr=mcafee&ei=UTF-8&p=Programa+Roda+viva+com+Celso+Furtado&type=E211BR714G0#id=1&vid=1e2caf136f44ce67b52124612febae5f&action=click. Acessado em 19 fev 2022 às 14h30.

CELSO Furtado: Biografia. Academia Brasileira de Letras. Disponível em –   https://www.academia.org.br/academicos/celso-furtado/biografia. Acessado em 19 fev 2022 às 15h00.

MAAKAROUN, B.  Cartas de Celso Furtado ajudam a entender o Brasil. Estado de Minas. Pensar. Atualizado em 30 abr 2021 às 8h26. Disponível em  https://www.em.com.br/app/noticia/pensar/2021/04/30/interna_pensar,1261893/cartas-de-celso-furtado-ajudam-a-entender-o-brasil.shtml. Acessado em 19 fev 2022 às 16h00.

Obras

Contos da vida expedicionária – de Nápoles a Paris. Rio de Janeiro: Zelio Valverde, 1946.

L´économie coloniale brésilienne. [Tese de Doutorado da Universidade de Paris, defendida na Faculté de Droit et Sciences Economiques, junho de 1948]. Tradução brasileira: Economia Colonial no Brasil nos séculos XVI E XVII. [Apresentação do Prof. Tomás Szmrecsányi ]. São Paulo: Hucitec/ Abphe (Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica), 2001.

A economia brasileira. Rio de Janeiro: Editora A Noite, 1954.

Uma economia dependente. Rio de Janeiro: Ministério da Educação (Serviço de Documentação), 1956.

Perspectivas da economia brasileira. Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos Brasileiros, 1958.

Uma política de desenvolvimento econômico para o Nordeste. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1959.

Formação econômica do Brasil. Rio de Janeiro: ed. Fundo de Cultura, 1959; São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1965; São Paulo: Publifolha, [Coleção “Grandes nomes do pensamento brasileiro”], 2000.

A Operação Nordeste. Rio de Janeiro: Instituto Superior de Estudos Brasileiros, 1959.

Desenvolvimento e subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961.

Subdesenvolvimento e Estado democrático. Recife: Condepe, 1962.

A pré-revolução brasileira. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1962.

Dialética do desenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1964.

Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

Um projeto para o Brasil. Rio de Janeiro: ed. Saga, 1968.

O mito do desenvolvimento econômico. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974; edição abreviada, 1996.

A economia latino-americana. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1976.

Prefácio a nova economia política. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1976.

Criatividade e dependência na civilização industrial. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.

Pequena introdução ao desenvolvimento, um enfoque interdisciplinar. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1980; São Paulo: Paz e Terra, 2000

O Brasil pós-“milagre”. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.

A nova dependência, dívida externa e monetarismo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982.

Não à recessão e ao desemprego. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

Cultura e desenvolvimento em época de crise. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.

Transformação e crise na economia mundial. São Paulo: Paz e Terra, 1987.

A fantasia organizada. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.

A fantasia desfeita. São Paulo: Paz e Terra, 1989.

ABC da dívida externa. São Paulo: Paz e Terra, 1989.

Os ares do mundo. São Paulo: Paz e Terra, 1991.

Brasil, a construção interrompida. São Paulo: Paz e Terra, 1992.

Obra autobiográfica de Celso Furtado. [3 vol.], São Paulo: Paz e Terra, 1997.

Seca e poder – entrevista com Celso Furtado. São Paulo: ed. Fundação Perseu Abramo, 1998.

O capitalismo global. São Paulo: Paz e Terra, 1998.

O longo amanhecer – Reflexões sobre a formação do Brasil. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

Introdução ao desenvolvimento: enfoque histórico-estrutural. (2000). São Paulo: Paz e Terra. (3ª ed., revista pelo autor, de Pequena introdução ao desenvolvimento: enfoque interdisciplinar)

Em busca de novo modelo – Reflexões sobre a crise contemporânea. São Paulo: Paz e Terra, 2002.

Raízes do subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003.

Coleções sobre acervo de Celso Furtado

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). Ensaios sobre a Venezuela: subdesenvolvimento com abundância de divisas. [Coleção Arquivos de Celso Furtado, vol. 1]. Rio de Janeiro: Contraponto/ e Centro Celso Furtado, 2008, 188p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). Economia do desenvolvimento. [Coleção Arquivos de Celso Furtado, vol. 2]. Rio de Janeiro: Contraponto/ e Centro Celso Furtado, 2009, 256p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). O Nordeste e a saga da Sudene, 1958-64. [coleção Arquivos de Celso Furtado, vol. 3]. Rio de Janeiro: Contraponto/ e Centro Celso Furtado, 2009, 283p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). O Plano Trienal e o Ministério do Planejamento. [Coleção Arquivos de Celso Furtado, vol. 4]. Rio de Janeiro: Contraponto/ e Centro Celso Furtado, 2011, 500p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). Ensaios sobre cultura e o Ministério da Cultura. [coleção Arquivos de Celso Furtado, vol. 5]. Rio de Janeiro: Contraponto/ e Centro Celso Furtado, 2012, 198 p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). Celso Furtado e a Dimensão Cultural do Desenvolvimento. [Coleção Pensamento Crítico], Rio de Janeiro: Editora e-papers/e Centro Celso Furtado, 2013, 240p.

FURTADO, Rosa Freire D’Aguiar (Org.). Essencial de Celso Furtado. [Capa Raul Loureiro e Claudia Warrak]. Rio de Janeiro: Editora Companhia das Letras, (Selo Penguin), 2013, 528p.

Exemplos de Obras traduzidas

  • Alemão

Akkumulation und Entwicklung – zur Logik des industriellen Kommunikation (1984) [Criatividade e dependência na civilização industrial]. Trad.: Rita A. Teixeira-Vilela. Frankfurt: Verlag für Interkulturelle Kommunikation.

Die Wirtschaftliche Entwicklung Brasiliens (1975). Trad: Manfred Wöhlcke. Munich-Frankfurt: Wilhelm Fink Verlag

  • Chinês

The Economic Growth of Brazil (original) (2002). Beijing: Chinese Academy of Social Sciences.

La economía latinoamericana (original) (1983). Trad: Su Zhenxing. Beijing.

  • Espanhol

Economía colonial en Brasil en los siglos XVI y XVII (2003). Trad.: Regina Crespo y Rodolfo Mata. México: Universidad de la Ciudad de México.

En busca de un nuevo modelo (2003). Trad.: Juan Ferguson. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica.

El capitalismo global (1998). Trad.: Jorge Navarrete. México: Fondo de Cultura Económica

Mais 25 obras….

  • Francês

La formation économique du Brésil (1998). Trad.: Janine Peffau. Paris: Publisud.

Globalisation et exclusion – le cas du Brésil (1995) (Brasil: a construção interrompida). Trad.: Abdelkader Sid Ahmed. Paris: Publisud.

Brève introduction au développement (1989). Trad.: Abdelkader Sid Ahmed. Paris: Publisud.

Mais 12 obras….

  • Inglês

No to recession and unemployment (1984). Trad: Sue Branford. Londres: TW Foundation.

Accumulation and Development (1983) [Criatividade e dependência na civilização industrial]. Trad: Suzette Macedo. Oxford: Martin Robertson.

Mais 05 obras….

  • Italiano

Introduzione alla nuova economia politica (1977). Trad.: Bruno Pistocchi, Emanuele Gamba. Milan: Jaca Book

Teoria dello sviluppo economico (1972). Trad.: Leone Iraci. Bari: Laterza.

Mais 05 obras….

  • Japonês

Análise do modelo brasileiro (original) (1983). Tóquio: Shinsekaisha, nº 5

Obstacles to development in Latin America (original) (1972). (Textos extraídos de Subdesenvolvimento e estagnação na América Latina e Um projeto para o Brasil) Tóquio: Shinsekaisha, nº 4. 

Mais 02 obras….

  • Persa

Development and underdevelopment (original) (1980). Teerã.

  • Polonês

Mit rozwoju gospodarczego (1982). Trad.: Halina Mirecka. Warsaw: Panstwowe Wydawnictwo Ekonomiczne.

Rozwój gospodarczy Brazylii (1967). Prefácio: I. Sachs. Trad.: Janina Wrzoskowa. Warsaw: Panstwowe Wydawnictwo Naukowe.

  • Romeno

Formarea economica a Braziliei (2000). Trad.: Fernando Klabin & Elena Sburlea. Bucareste: Editura Univers.

  • Sueco

Latinamerikas ekonomiska utveckling (1972). Trad.: Tom Hultgren. Stockholm: Rabén e Sjörgren

Fortuna Crítica (Estudos acadêmicos – teses, dissertações, artigos e ensaios)

ALBUQUERQUE, Eduardo da Motta e. Inovação em Celso Furtado: criatividade humana e crítica ao capitalismo. In: D’AGUIAR, Rosa Freire. (Org.). Celso Furtado e a dimensão cultural do desenvolvimento. 1ª ed., Rio de Janeiro: E-papers Centro Internacional Celso Furtado, 2013, v. 1, p. 155-170.

ALENCAR JUNIOR, Jose Sydriao de (Org.). Celso Furtado e o Desenvolvimento Regional. Fortaleza: Banco do Nordeste, 2005. v. 1. 336p.

Mais de uma centena de obras…..

Fonte:  https://canalciencia.ibict.br

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Joice Maria

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.
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