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Tecnologia

Eleições: Como o Big Data e a inteligência artificial são usados durante as campanhas eleitorais?

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Big Data e a inteligência artificial são mecanismos que estão revolucionando as campanhas eleitorais e se tornaram indispensáveis para a objetividade dos discursos políticos. Entenda.

As redes sociais estão sendo palco de campanhas políticas desde a primeira candidatura de Barack Obama, em 2008. Obama foi o primeiro presidente a criar uma conta no Twitter e, desde então, é fácil encontrar figuras políticas nas redes.

No entanto, a relação entre tecnologia e política não parou no uso das redes sociais. Cada vez mais, especialistas falam sobre como a Inteligência Artificial e, especialmente, o Big Data atua nas campanhas eleitorais. 

Esse combo tecnológico se tornou essencial para descobrir o que o eleitor pensa e quer ouvir de cada candidato. Entenda!

O que é Big Data?

Big Data é um termo para definir um sistema da Inteligência Artificial (IA), que processa o conjunto de dados gigante que existe na internet e em toda rede de computação. É responsável também por analisar, interpretar e segmentar todas essas informações.

Os dados processados pelo Big Data alimentam outros sistemas da IA. A Inteligência Artificial consegue usar desse recurso para reconhecer padrões e aprender sobre o comportamento humano, para assim, poder reproduzi-lo.

Como o Big Data é usado em campanhas eleitorais?

O uso das tecnologias da Inteligência Artificial em campanhas políticas se deve ao fato delas garantirem uma maior assertividade aos discursos. Candidatos contratam empresas especializadas, como a Cambridge Analytica contratada por Donald Trump, para que suas declarações atendam as expectativas dos seus possíveis eleitores.

Com o Big Data, as empresas fazem uma varredura de todos os dados digitais disponíveis e definem o que pode ser útil para a campanha. Vale lembrar que, no Brasil, a Lei de Proteção de Dados só foi implantada em 2020, então, até essa data, as empresas compravam dados pessoais de redes sociais e e-commerces de forma ilegal.

Após processar toneladas de informações, usam a Inteligência Artificial para mapear os perfis dos eleitores. Primeiro segmentam entre região, faixa etária, renda mensal e relacionamentos, depois pelo perfil político: de esquerda, direita ou ‘indecisos’. 

A Inteligência Artificial é responsável por identificar o que cada uma dessas pessoas desejam dos candidatos. Dessa forma, o discurso será direcionado para agradar à maioria de alguma forma. Dando prioridade para eleitores indecisos, que podem ser influenciados com um discurso alinhado às suas ideias.

O lado ruim da proximidade dessas tecnologias das eleições é que podem ser usadas para fomentar fake news. Pois, podem ser feitos disparos em massa de mensagens falsas sobre os adversários, alimentando ideias que os eleitores já possuíam. Por essa razão, é hora dos Estados buscarem formas de regulamentar essa relação.

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Vanessa Fagundes

Assessora responsável pelo blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.
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