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Esportes

A postura de Piastri tem efeitos indiretos para outras equipes

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O desentendimento de Oscar Piastri com a Alpine também forçou uma mudança de planos na Williams e pode ter um efeito indireto no paddock da Fórmula 1.

Embora o foco principal tenha sido a Alpine e a McLaren, de propriedade da Renault, que querem que o australiano de 21 anos dirija para elas na próxima temporada, a Williams teve que reavaliar seu próximo passo.

O plano original da Alpine era emprestar seu reserva, e o campeão de Fórmula 2 do ano passado, para a Williams por pelo menos um ano e possivelmente mais até que ele voltasse como substituto de Fernando Alonso.

O princípio foi o mesmo de quando a Mercedes colocou George Russell por três temporadas na Williams para aprender antes de trazê-lo de volta como companheiro de equipe do heptacampeão mundial Lewis Hamilton.

As conversas estavam tão adiantadas que o australiano tinha uma vaga na Williams e um contrato para 2023 foi elaborado entre as duas equipes, com a Alpine já tendo acertado o salário de Piastri.

Então Alonso decidiu correr pela Aston Martin no ano que vem e Piastri, que recebeu a vaga na Alpine, disse não – com um acordo com a McLaren aparentemente mais tentador.

Piastri teria substituído o canadense Nicholas Latifi na Williams, o único piloto do grid de largada que ainda não marcou um ponto em 13 corridas nesta temporada, ao lado do britânico Alexander Albon.

Latifi traz patrocínio e pode manter a vaga, com muitos dos possíveis substitutos sem tal influência financeira.

Com a Alpine atualmente em quarto no campeonato e a Williams em último, o lugar rejeitado por Piastri é o mais atraente.

Se a Alpine não aceitar o australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, que será descartado em breve, eles podem estar no mesmo mercado que a Williams.

Uma possibilidade que se destaca é o atual campeão da Fórmula E e detentor do título da Fórmula 2 de 2019 Nyck de Vries, reserva da Mercedes na F1 que já participou do primeiro treino de sexta-feira com a Williams.

De Vries, 27, também está procurando uma vaga para 2023, com a Mercedes saindo da Fórmula E depois de vender sua equipe líder do campeonato para a McLaren.

A Williams tem o americano Logan Sargeant de 21 anos em seus livros, com o chefe da equipe Jost Capito dizendo no mês passado que via o piloto de F2 como uma perspectiva para o futuro, mas pode ser muito cedo para ele.

O futuro de Mick Schumacher, atualmente na Haas com motor Ferrari, ainda não foi determinado, enquanto o ex-piloto da academia Alpine da China, Guanyu Zhou, está tendo uma sólida primeira temporada na Alfa Romeo.

A Alfa, comandada pela Sauber, com sede na Suíça, com o ex-chefe da equipe Renault Fred Vasseur no comando, tem o francês de 18 anos de idade, Theo Pourchaire, em seus planos como um talento para o futuro.

Além disso, há pilotos procurando um caminho de volta à Fórmula 1 e outros, como o indiano Jehan Daruvala, esperando que uma porta se abra a partir da categoria júnior.

“Tive todo tipo de gente (chamando)”, disse o diretor da Alpine, Otmar Szafnauer, à Reuters nesta semana. “Alguns dos caras nas fórmulas juniores, alguns dos caras da Fórmula E. Talvez oito ou 10”.

Fonte: Fórmula 1


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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