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Economia

Entenda como e se compensa realizar uma portabilidade de financiamento

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Esta alternativa pode ser a saída para conseguir juros mais baixos e maior prazo para quitação do financiamento

O financiamento é uma das melhores formas das pessoas realizarem o sonho da casa própria. Entretanto, por se tratar de um pagamento que perdura por muitos anos, sempre há o receio de atrasar a quitação devido a algum imprevisto em sua situação financeira e, com isso, ter o risco de perder o seu lar.

Felizmente, a portabilidade de financiamento imobiliário é uma alternativa viável que permite a continuação de pagamento do seu imóvel. Inclusive, essa mudança abre as portas até para conseguir melhores condições de pagamento, proporcionando um respiro para as finanças da sua residência.

Como este é um tópico que costuma gerar dúvidas, é válido explicar o que é a portabilidade de financiamento e quais suas vantagens. Entenda melhor abaixo.

O que é?

Primeiro, é importante esclarecer o que é portabilidade de financiamento imobiliário. Trata-se de um procedimento em que o cliente solicita a transferência da sua operação atual de uma instituição financeira para outra. Em muitos casos, essa decisão acontece porque o novo banco oferece melhores condições de pagamento ao cliente, como juros mais baixos.

Assim, para migrar o que ainda deve ser pago, o cliente deve ir ao banco em que realizou o financiamento inicialmente e solicitar o extrato da dívida pendente. É importante que ele faça isso como se fosse quitar o financiamento, pois dessa forma, os juros dos meses restantes não serão contabilizados no cálculo final.

Com o valor real do que está se devendo, o cliente pode se informar sobre as condições de pagamento de outras instituições financeiras, propondo realizar a portabilidade. Fazer esse levantamento é importante não apenas para conhecer as propostas das demais instituições, como também receber uma contraproposta do credor original, sendo a oportunidade para renegociar a sua dívida.

Quais as vantagens da portabilidade?

O cenário atual, marcado pela maior competição entre as instituições e os juros mais baixos, tornou a portabilidade uma opção cada vez mais atrativa para os clientes. Para atraí-los, os bancos têm oferecido condições favoráveis de pagamento, incluindo prazos mais longos para quitar a dívida, algo que alivia a vida financeira do cliente.

Entretanto, apesar de oferecer juros menores e mais tempo para pagar, quem opta pela portabilidade precisa conhecer outros aspectos dessa operação. Um deles são os custos envolvendo a portabilidade, que incluem taxa de avaliação de crédito, registros, averbação, seguros de danos ao imóvel, além de invalidez permanente ou morte.

No total, esse custo pode chegar até R$ 3,5 mil. Caso o cliente não tenha esse valor, uma alternativa é procurar o credor inicial e apresentar as condições que foram oferecidas a ele. Visto que nenhum banco tem o desejo de perder o seu cliente, existem boas chances da instituição renegociar a dívida, mudando as taxas de juros e o prazo para quitação.

Caso a pessoa realmente opte pela portabilidade, vale destacar que isso só pode ser feito dentro da mesma modalidade de crédito. Com isso, se o financiamento foi indexado à Taxa Referencial (TR), não é possível solicitar a instituição financeira para que o novo financiamento esteja indexado ao IPCA (inflação).

Uma recomendação é que o dinheiro poupado nas parcelas, graças a portabilidade, seja investido e utilizado no futuro para abater o restante do financiamento. O investimento pode ser feito na própria poupança, que não oferece riscos de perdas e deve ser guardado separadamente.

Como fazer a portabilidade?

Para fazer a portabilidade, além de pesquisar as condições em diferentes bancos, é importante que o cliente tenha consigo a documentação necessária. Além do extrato do saldo devedor, citado anteriormente, para solicitar a portabilidade deve-se providenciar o CPF, número do contrato original e três datas referenciais para calcular o saldo devedor.

Também são exigidos número de telefone, endereço da nova instituição e base de remuneração ou índice de preço que serão utilizados. Por fim, deve-se providenciar a proposta de crédito da nova instituição, contendo o prazo de operação, o CET (Custo Efetivo Total), o valor das parcelas, as taxas de juros (efetiva, anual e nominal) e o método de pagamento.

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Vanessa Fagundes

Assessora responsável pelo blog Qualivida Online, site no qual é possível encontrar diversas informações e conteúdos sobre os cuidados com a saúde física e mental.
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