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Curitiba: No dia do feirante, conheça um pouco do trabalho nas feiras livres da capital

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Eles acordam muito cedo para buscar os alimentos mais frescos para a freguesia. Enfrentam calor, frio e chuva ao montar as bancas nos diversos pontos das Feiras Livres de Curitiba e fazem isso com muito bom humor para levar, além do alimento de qualidade, sorriso e carinho para o cliente. Todo dia 25 de agosto é comemorado o Dia do Feirante no Brasil, em homenagem a primeira feira livre oficial que aconteceu em 1914 na cidade de São Paulo.

Nesta quinta (25/8) não foi diferente para o feirante José Alceu Skorei, 54 anos, proprietário da Banca do Zé e da Bia, na Feira do Ahú. Com a esposa e filha, eles contagiam os clientes que por ali passam com sua simpatia.

“Temos mais outros cinco pontos de feiras onde trabalhamos e a alegria em atender nossos clientes é sempre a mesma”, afirma José.

Em feiras desde 1991, ele conta que já chegaram a trabalhar todos os dias da semana. “Apenas depois da pandemia que resolvemos reservar os nossos domingos pra ficar em família”, conta.

Encontre uma feira

Curitiba conta com 90 feiras entre livres diurnas, noturnas, de orgânicos, gastronômicas, direto da roça e Nossa Feira, que reúnem aproximadamente 430 feirantes. As Feiras Livres de Curitiba são coordenadas pela Secretaria Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional e comercializam especialmente hortifrutigranjeiros em ruas, praças e parques, em dias e horários pré-definidos. Nos pontos do Nossa Feira, frutas e verduras são vendidas ao preço máximo de R$ 3,69 o quilo.

As feiras livres também oferecem frios, carnes, pescados, massas, biscoitos, cereais, alimentos prontos para o consumo, produtos orgânicos, e uma linha de confecções e acessórios como luvas, meias; brinquedos, cosméticos, entre outros itens.

O secretário de Segurança Alimentar e Nutricional, Luis Gusi, destaca a importância de homenagear os feirantes que realizam um importante trabalho na cidade. “São profissionais que fazem um serviço essencial de levar diretamente para as pessoas os alimentos frescos e saudáveis que são produzidos nas áreas rurais do entorno da capital, com preços acessíveis”, salienta Gusi.

Sustentabilidade

Desde de maio de 2020, as feiras da cidade têm destinado as xepas, que são as sobras das feiras que perderam o valor comercial (têm algum tipo de “machucadinho”), para o Banco de Alimentos de Curitiba. Até julho deste ano, as feiras já haviam destinado aproximadamente 62 toneladas de alimentos para o Banco.

Dirceu Ribeiro de Almeida, 42 anos, dono da Banca do Dirceu, contou que separa as sobras das cinco feiras da qual ele participa. “Quando elas ficam mais passadas, algumas vendemos por um preço menor, mas a maioria fica para doação ao Banco de Alimentos e também outras entidades que a gente ajuda. Antigamente ia tudo para o lixo”, diz ele.

Criado pela Prefeitura há dois anos para ajudar a reduzir os impactos da pandemia na população mais carente, o Banco de Alimentos de Curitiba arrecadou junto à comunidade, até julho de 2022, 342 toneladas de alimentos na capital. São gêneros alimentícios da cesta básica e hortifrutigranjeiros usados como ingredientes para as refeições gratuitas servidas à população em risco social.

Asilos, casas de apoio a crianças carentes e dependentes químicos e instituições parceiras do Mesa Solidária, que servem refeições gratuitas para a população em situação de rua em pontos do município, são beneficiados pelo Banco de Alimentos.

Fonte: Prefeitura de Curitiba


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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