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Predador, A Caçada

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Star Brasil
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Promessa é dívida, vim aqui falar sobre minhas impressões sobre o filme Predador, A Caçada. Tive duas semanas bem cheias revisando um livro e foi complicado cumprir minha agenda. – Mas aqui vamos nós. O filme é sem dúvida diferente dos demais da franquia que já conhecemos do Predador. – Contudo, para um fã de carteirinha e muitas horas de Predador é possível ver que a marca registrada da franquia em muitas cenas.

A história – Naru é uma índia Comanche, que não gosta de seguir a rotina social imposta as índias, que é recolher frutos, sementes e cuidar dos doentes. Naru é uma mulher à frente do seu tempo e costumes e quer caçar. Ela é durona e não leva desaforo para casa, prova disso uma “pequena briga”, que ela tem com um dos índios da sua tribo. Ela quer ser como os demais guerreiros, e faz por onde, treina, melhora suas armas rudimentares e usa também o conhecimento que possui sobre ervas na base da experimentação. – Afinal não foi assim que a humanidade aprendeu e descobriu, experimentando? Erro e acerto.

No filme fica claro que os índios têm conhecimento sobre um grande caçador que aparece eventualmente para pegar suas presas, mas para eles isso está no nível das lendas. – Contudo, por sorte ou azar o grande caçador está na área. Assim como o homem branco, que mata por esporte, prazer e negócios. Algo na época e hoje completamente repugnante. – O ano é de 1715.

O filme se desenvolve mostrando Naru, e o Predador caçando, e os paralelos são muitos. Vamos entender algo sobre a espécie alienígena que conhecemos na franquia como Predadores. No geral eles visitam vários planetas para caçarem, sejam rituais de iniciação como acho que é o caso desse Predador, ou mais experientes como o do filme de 1987. O ritual é simples, se testar e caçar os predadores de várias espécies e manter troféus que geralmente são cabeças, crânios.

Vale a pena observar a Naru e ver sua coragem e estratégia, mesmo quando ela corre para sobreviver e lutar depois com mais chances de vencer.

Tec Mundo
Tec Mundo

Para os fãs da franquia em alguns momentos podemos ver cenas clássicas vistas no primeiro filme de 1987. O banho de lama de Naru me fez sorrir e lembrar do Dutch, vivido por Arnold Schwarzenegger. A camuflagem do Predador em 1715 e nos demais filmes, mesmo com evolução ainda enfrenta problemas técnicos em contato com a água.

Naru foi muito criticada por não ter o físico de Dutch para lutar com o Predador, mas o que fica claro nesse filme e no primeiro filme é a estratégia.  Naru e Dutch usaram armadilhas e as similaridades das cenas é algo que nos deixa de coração quentinho, puro faservice.

E vai além, quando o líder dos caçadores corta o peito do irmão da Naru é uma referência ao personagem Billy. Que percebe o óbvio, vai morrer lutando contra o que os está caçando e fere o próprio peito e arrança seu amuleto. Amuleto igual ao que a Naru carrega consigo e que deu a ela a capacidade de camuflar o calor de seu corpo e ficar parcialmente invisível ao sensor térmico do Predador.

E claro, algumas das falas também:

– Se sangra, podemos matá-lo. – fala do Dutch, fala do Irmão da Naru.

– Vamos, vá em frente! – fala do Dutch e da Naru, mas se fossemos ser justos quem disse primeiro foi a Naru.

Outra coisa muito interessante é a cena da luta entre o urso e o Predador, por sinal a melhor do filme. E pareceu uma revanche a uma luta que outro predador teve na HQ de Nº 2, Predator Primal. Onde ele leva uma surra de um urso. A cena é perfeita e bastante violenta.

Falando em luta, eu simplesmente amei o que ele fez com os caçadores que deixaram um campo inteiro cheiro de búfalos mortos. – Naru vê a matança e toca um dos animais e diz algumas palavras. – Parece bobo, mas o Predador os vingou devidamente. A sequência de luta é longa e cheia de detalhes muito bem cronometrados e mortes fascinantes, como a rede que ele usa, uma rede de pressão. O efeito é… – Assista é algo digno. Bem como o escudo, e as cargas de explosivos que são controladas e de extrema eficácia.

Após o primeiro confronto, que é feroz e doloroso. – Naru usa tudo que tem para vencer ou morrer. E é sem dúvida digno de sua inteligência e observação. Cada etapa do filme a preparou para o confronto final e deu a ela todas as armas necessárias, menos uma, coragem. – Mas a coragem para enfrentar a criatura é toda dela. Pois para encarar essa criatura é preciso ter muito sangue no olho. Vale também falar da bravura dos índios que lutaram com ele. Todos extremamente bravos, mesmo sabendo de sua desvantagem nenhum deles recuou.

O cachorro da Naru depois de muito tirar onda com o Predador saiu vivo e eu aplaudi. O doguinho era muito inteligente e bem treinado. Valeu na minha opinião cada segundo de filme, vou ver outra vez para tirar algumas pequenas dúvidas.

– Contudo, calma quando o filme subir os caracteres, espere, acompanhe a representação da vida da Naru até ela se transformar em uma guerreira e veja a cena final. – Vamos ter continuação? Acho que sim, pois o diretor deixou uma porta enorme aberta, a arma que o caçador deu a Naru em troca de cuidados médicos, e no final ela entrega ao chefe da tribo é a mesma que o Tenente Mike Harrigan, vivido por Danny Glover, em Predador 2, A Caçada Continua, recebe dos predadores no final do filme. Mas como a arma voltou para os predadores? – Nós precisamos de respostas urgentemente.

Minha nota? Cinco beijos mordidos!

 

 

 

 

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Nazareth Fonseca

Nazareth Fonseca é escritora e já conta com dez livros publicados, entre eles a série Alma e Sangue. Aficionada em filmes, series e livros gosta de escrever sobre tudo que lê e assiste.
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