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Negócios

Dragon Dreaming: metodologia incentiva entrosamento de equipes e ambiente saudável nas empresas

Método trabalha com a ideia de que, para obter sucesso, deve-se considerar variáveis subjetivas como sonhos, frustrações e inseguranças

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Sonhar não custa nada, mas pode gerar benefícios quando um desejo é compartilhado por toda uma equipe empresarial. Isso é o que acreditam os adeptos do Dragon Dreaming, uma metodologia de desenvolvimento de projetos que tem como princípios o crescimento pessoal, a formação de comunidades e o cuidado com o planeta Terra. 

O método foi elaborado para ajudar grupos a desenvolverem projetos bem-sucedidos e é composto por uma série de ferramentas colaborativas que contribuem para a identificação de possíveis pontos de bloqueios e de como superá-los. 

O método foi desenvolvido pelos ativistas australianos John Croft e Vivienne Elanta – a partir do trabalho da Fundação Gaia da Austrália Ocidental e influenciada pelos povos aborígenes da Austrália Ocidental –, e apoia grupos diversos a envolver pessoas em projetos que buscam melhorar a efetividade de ações socioambientais. 

Assim, trata-se de uma prática que auxilia a gestão de projetos colaborativos sustentáveis. Para isso, trabalha com a ideia de que, a fim de obter sucesso, inclusive no meio empresarial, é preciso lidar com variáveis subjetivas como sonhos, frustrações, inseguranças e bloqueios. Através das ferramentas propostas, o Dragon Dreaming cuida de questões socioemocionais dos membros do projeto, sendo um método para projetos socioemocionais

O método opera em complemento às práticas de gerenciamento de projetos que consideram aspectos objetivos como finanças, logística, marketing, inovação, recursos humanos, entre outros. 

De maneira literal, o termo “Dragon Dreaming” significa “sonhando com dragões” ou “dançando com dragões”, na versão que se tornou no Brasil. Faz-se, portanto, uma referência à capacidade de se colocar em aprendizado e desafio e de sair da zona de conforto. 

De acordo com o guia prático do método, dançar com os dragões é uma metáfora para o movimento de olhar para os próprios conflitos e medos, sem negá-los e sem fugir. 

Dinâmica ganha-ganha

Conforme o guia-prático do método, o Dragon Dreaming é um conjunto de ferramentas pensadas para promover dinâmicas de ganha-ganha em substituição à cultura de ganha-perde que predomina nos ambientes organizacionais e de projetos.

Essa filosofia pode ser combinada com uma abordagem empresarial moderna para incentivar as equipes a criarem soluções em conjunto, possibilitando a evolução do potencial das organizações. Além disso, a metodologia oferece técnicas e dicas que podem ser adaptadas para projetos pessoais, como mencionado pelo guia. 

Como funciona a técnica

A primeira premissa da Dragon Dreaming é que todo projeto é feito a partir de um sonho e, para que se tenha sucesso, o desejo deve ser compartilhado por todas as pessoas envolvidas. Como destacado em artigo do Centro Sebrae de Referência em Educação Empreendedora (Cer/Sebrae), na prática, isso quer dizer que qualquer iniciativa ou projeto deve contemplar os sonhos de seus participantes. 

Se existe um sonho pessoal de se criar uma startup de educação, por exemplo, a instituição indica que é preciso garantir que a empresa inclua aspectos que tornem realidade o sonho de outros membros do projeto, como do consultor de pedagogia, do analista de tecnologia da informação ou de cada integrante da equipe de marketing. 

Dessa forma, aumentam as chances de constituir um time coeso, engajado e dedicado, em uma relação recíproca em que todos podem aprender, se desenvolver e ganhar com o sucesso do empreendimento e não apenas o fundador da companhia.

É importante ressaltar que os projetos desenvolvidos por meio do método precisam ser sustentáveis. Para isso, eles devem ser conduzidos conforme a roda da Dragon Dreaming, um tipo de ferramenta de gestão que conta com os quadrantes “sonhar”, “planejar”, “realizar” e “celebrar”. A roda opera semelhante a um mapa ilustrativo do passo a passo para a realização de um projeto coletivo e colaborativo. 

No contexto do método  Dragon Dreaming, a palavra sustentabilidade se refere à consistência do projeto, para que ele possa perdurar, e à responsabilidade social e ambiental da iniciativa – que no método é chamada “serviço à Terra”.

Sonhar e planejar

A primeira etapa a ser pensada na metodologia é o sonhar. Este é o momento em que todos os envolvidos no projeto compartilham sonhos individuais, a fim de chegar a um consenso, criando um sonho coletivo.

Logo depois, vem a fase do planejamento, que é o âmbito prático do sonho, quando o grupo considera diversas alternativas para viabilizar a realização do sonho, fazendo avaliações e criando estratégias. É nessa hora que são discutidas maneiras de obtenção de recursos, planejamento do tempo e orçamento, por exemplo. 

Realizar e celebrar

A fase de realização compreende o gerenciamento e a administração do projeto de fato. Quando chega o momento de celebrar, os participantes olham para o que já foi alcançado de maneira crítica, mas também com carinho e respeito, contemplando o avanço e reconhecendo falhas ou novas oportunidades. 

Essa dinâmica leva a equipe para um novo sonho, como, por exemplo, de uma possível melhoria a ser implantada ou mesmo de novas possibilidades de atuação, criando, assim, um novo ciclo Dragon Dreaming a ser seguido. 

Colocando em prática 

Conforme ressalta o Dragon Dreaming Institute, projetos desenvolvidos a partir do método são feitos de maneira colaborativa, ágil e lúdica. Assim, para colocá-los em prática, algumas ideias são usar post its, encenação e pequenas sessões de meditação, por exemplo, durante a elaboração dos objetivos do projeto ou da organização. 

Uma dica dada pelo Cer do Sebrae é que líderes proponham uma dinâmica em que cada participante escreva a missão que busca em um papel e os demais incluam ou retirem palavras, alterando o enunciado da maneira que acharem melhor. Isso é válido porque esse processo pede que todos do grupo façam concessões até que o texto final reflita a união das diferentes opiniões. 

Além disso, vale lembrar que a metodologia também intenciona valorizar as habilidades e talentos individuais. Nesse sentido, não é recomendado designar atividades relacionadas à etapa de realização para indivíduos com potencial de sonhadores, nem deixar o planejamento sob responsabilidade dos membros mais capazes de celebrar. 

Isso não significa, contudo, que cada um só pode fazer o que gosta. É fundamental que as tarefas sejam divididas conforme a disposição e a vontade da equipe, sem que se perca de vista o propósito de um projeto colaborativo. 

A estratégia considera que, quando uma pessoa se envolve em tarefas com as quais tem afinidade, as chances de se manter altamente engajada no processo aumentam.

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