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Jahari, segundo gorila nascido no Zoológico de Belo Horizonte, completa 8 anos

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Neste sábado (10) o gorilinha Jahari completou seu o 8º aniversário. Ele é o segundo filhote nascido no Zoo de BH e é apenas um mês mais velho que seu meio-irmão Sawidi, o primogênito da família.

Para comemorar a data, a equipe de educação ambiental da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica vai realizar na quarta-feira (14), um bate-papo com os visitantes sobre a simpática família e seus hábitos, além de apresentar as ameaças a que a espécie está sujeita e como o ser humano pode contribuir para a preservação dela. Os visitantes também poderão conhecer mais sobre os cuidados dedicados a esses animais e o trabalho da equipe de manejo. Será ofertado ao grupo um bolo comemorativo, feito de frutas, legumes, cereais e sementes.  A atividade acontece no túnel dos gorilas, das 9h às 11h e das 14h às 16h e a participação é gratuita.

Vale lembrar que os aniversários de cada um dos filhotes de gorilas e o desenvolvimento e convívio saudáveis de todo o seu grupo no Zoo de BH é motivo de muita comemoração para a equipe técnica responsável por seus cuidados. Belo Horizonte é a única cidade da América do Sul que possui um grupo de gorilas e conseguiu desenvolver um bem-sucedido programa reprodutivo desse animal ameaçado de extinção. A família de gorilas tem sete animais, sendo 4 filhotes. Entre eles uma fêmea, fato menos comum nos grupos que estão sob cuidados humanos em todo o mundo.

Jahari

Jahari é um gorila muito esperto, alegre, doce e “mandão”. É muito guloso e segue o meio-irmão mais velho, Sawidi, em todas as peraltices, correndo e subindo nas árvores e troncos com agilidade e explorando o recinto onde vive, quase sem se importar com a presença do público. Também é muito ligado ao outro irmão, Ayo, e gosta de imitar o pai, Leon, demonstrando que, quando chegar a maturidade, será um excelente silverback (costas prateadas), como é chamado o gorila líder do grupo.

Jahari gosta de quase todos os alimentos que fazem parte da dieta dos gorilas, exceto mostarda e espinafre. Tem preferência pelas frutas, cenoura, beterraba, alface, brócolis, salsão, iogurte, biscoitos e, principalmente, os bolinhos de primatas feitos pela equipe de nutrição do Zoo BH.

Conservação ambiental

Há mais de 40 anos o Zoológico de BH mantém gorilas da subespécie Gorilla gorilla gorilla (também chamada popularmente de “gorila da planície ocidental”) em seu plantel e, desde então, busca a manutenção e reprodução dos animais. Os adultos atuais chegaram a BH vindos de instituições diferentes: enquanto as fêmeas Lou Lou e Imbi vieram do Reino Unido (do Zoológico Howletts – Fundação Aspinall), o macho Leon (nascido em Israel) veio de Tenerife, na Espanha (do Zoo Loro Parque). A chegada dos animais somente foi possível após a recomendação da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários (European Association of Zoos and Aquaria, EAZA, em inglês), baseada na expertise no manejo da espécie pelo Zoo de BH ao longo de mais de 40 anos, e depois da obtenção de licenças junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e ao Ministério da Agricultura.

Sobre os Gorilas

Os gorilas da planície ocidental, nativos da região centro-oeste do continente africano, aparecem na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN2020-1) como espécie “Criticamente Ameaçada”. As principais ameaças a esses animais são: a destruição dos ambientes naturais na África, os conflitos e guerras civis na sua área de ocorrência, a caça e doenças que os acometem.

Vale ressaltar que na natureza os gorilas vivem, em média, 35 anos, em grupos constituídos por cinco a 30 indivíduos, entre jovens imaturos, fêmeas e seus filhotes, liderados por um macho adulto dominante. Esse é facilmente reconhecido por apresentar as costas cinza-prateadas, denominado “silverback”. A liderança é conseguida graças à sua experiência e suas habilidades em proteger o grupo e não somente por causa de sua força. Esses animais, quando atingem a maturidade sexual, saem do grupo no qual nasceram. Os machos podem formar grupos de solteiros ou ficar solitários até encontrar fêmeas para constituir seu próprio grupo. Para as fêmeas, essa migração se dá por volta dos oito anos e, a partir dos 11 anos, para os machos.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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