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Ajustes em dietas podem garantir a ovinos mais resiliência ante a verminose

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Uma estratégia nutricional capaz de incrementar resiliência animal para as infecções parasitárias pode resultar em uso mais otimizado de vermífugos.

proporcional de 69% de concentrado e 31% de volumoso, por exemplo, houve ganho de peso médio diário de 261 gramas (g), um rendimento muito semelhante ao dos animais não infectados que, com essa mesma dieta, apresentaram ganho de peso médio de 265 g/dia. Já o escore corporal final para os animais em dieta com essa composição foi o mesmo para os infectados e também para os não infectados: índice 3 (veja tabela).

planejamento na compra de alimentos e venda de animais, como na criação a pasto, em que fatores como umidade, alta concentração de animais e indisponibilidade de nutrientes podem prejudicar uma resposta imunológica dos animais contra a verminose.

“Cada vez mais tem-se pensado em sistemas de produção animal sustentáveis ambientalmente e, até mesmo, orgânicos. Utilizar-se de dietas que incrementem a resiliência dos animais às infecções parasitárias reduz a dependência aos anti-helmínticos para o controle parasitário. Assim, não haverá necessidade de administração de vermífugos ou, pelo menos, haverá uma redução considerável desse uso. Haverá também a redução de custos com mão de obra para manejo sanitário. Outro aspecto é evitar a resistência dos helmintos aos princípios farmacológicos que compõem os anti-helmínticos”, detalha o pesquisador Luiz Vieira, da Embrapa, que também integrou a equipe da pesquisa.

Já Rogério reforça  que o fornecimento de nutrientes em quantidade e qualidade é o caminho a se buscar para fortalecer esta estratégia. “Os animais continuarão apresentando adequados índices produtivos numa convivência mais harmoniosa com os helmintos. O ponto principal da pesquisa não é eliminar os helmintos por completo, mas evitar que a presença deles leve à queda dos índices produtivos”, frisa o cientista.

Nutrição como parte do controle integrado

A possibilidade de um manejo nutricional que resulte em maior resiliência contra a verminose em caprinos e ovinos não exclui a importância de uma adequada estratégia de vermifugação e de manejo sanitário para minimizar os impactos da doença. A nutrição animal, na verdade, é um dos pilares da estratégia de controle integrado de verminose, recomendada pela Embrapa para os rebanhos de caprinos e ovinos. O uso de vermífugos, em associação com dietas que ofereçam nutrientes ideais para uma adequada resposta imune ao parasitismo, pode ser uma alternativa sustentável para a manutenção de índices produtivos dos rebanhos.

Além da nutrição animal, a estratégia de controle integrado traz recomendações sobre o manejo de pastagens, cuidado com instalações, fornecimento de alimentos, separação de animais em baias e piquetes. Tudo isso se soma ao uso otimizado dos vermífugos, com cuidados como a correta seleção de animais para vermifugação (de acordo com a categoria produtiva no rebanho) e dos medicamentos, conforme o princípio ativo. Essas recomendações diminuem a possibilidade dos parasitas criarem resistência à ação dos medicamentos aplicados.

portal Paratec traz as principais recomendações para o controle integrado de verminose em caprinos e ovinos, de acordo com os principais biomas brasileiros. Para consultar as informações, é só clicar aqui.

Entenda melhor

– Ovinos têm como fontes nutricionais alimentos volumosos e concentrados. Os alimentos volumosos têm alto teor de fibra e compreendem as pastagens (nativas ou cultivadas), além das silagens, fenos e restos de cultura. Os concentrados têm baixo teor de água e de fibra, podendo ter concentrações altas de energia e/ou de proteína.

– Entre os principais alimentos volumosos utilizados para ovinocultura no Semiárido brasileiro estão gramíneas como o Capim Buffel e Tifton, além de outras plantas como a palma forrageira, leucena, catingueira, mandacaru, guandu, milheto e sorgo forrageiro. São alimentos que podem constituir reserva alimentar para o período seco, na forma de feno ou silagem.

– Já entre os alimentos concentrados mais utilizados para ovinos no Semiárido brasileiro estão o farelo de soja; grãos de milho, milheto e sorgo; tortas de algodão e de mamona.

– Na pesquisa que investigou a relação entre alimentação e resiliência à verminose em ovinos, a dieta fornecida aos animais foi composta por feno de Tifton, como volumoso, milho e farelo de soja como concentrados, além de óleo vegetal e calcário.

– Segundo o pesquisador Marcos Cláudio Rogério, há várias possibilidades de formulação para dietas, de acordo com os objetivos do sistema de produção, mas a regra geral preza pela inclusão de alimentos de qualidade: em se tratando de alimentos proteicos ou que possam levar a aportes interessantes de proteína, deve-se pensar em alimentos que possuem proteínas de alto valor biológico e de elevada digestibilidade.

Fonte: Embrapa


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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