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Esportes

Atleta do Paraná supera falta de uma das mãos para se destacar em alto nível no handebol

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Jéssica Itati Dias nasceu sem a mão direita, algo que nunca a impediu de correr atrás dos sonhos e chegar aos Jogos da Juventude.

“Se a gente tem um sonho, a gente tem que correr atrás. Não é por termos algo que supostamente nos impeça, que não devemos tentar. O não a gente já tem. Temos que ir sempre atrás do nosso sim. Corram atrás dos seus sonhos, tudo é possível.”

A frase acima é a síntese de mais uma história de superação e inspiração dos Jogos da Juventude Aracaju 2022. Ela foi dita por Jéssica Itati Dias, atleta de handebol do Paraná, após a derrota para o Piauí na segunda rodada da competição. 

Jéssica entra em quadra em todas as partidas lutando para ganhar. Mas independentemente de qualquer resultado, ela sempre será uma vitoriosa só por estar ali. Jéssica não tem a mão direita desde que nasceu. E mesmo assim alcançou o alto nível no handebol, podendo representar o Paraná nos Jogos da Juventude. 

“Eu tenho uma frase que levo para minha vida, que é “o céu é o nosso limite. Se você quer, você consegue!”. Então não é por não ter uma mão ou algo assim que você não pode tentar. Quando recebi a notícia que tinha sido selecionada, para mim foi um choque. Eu sabia que tinha potencial, mas eu não esperava ser escolhida. Para eu estar em uma competição em um nível brasileiro, é uma alegria imensa, eu não consigo nem medir”, falou. 

14.09.2022- Jogos da Juventude 2022 – Aracaju (SE) – de 02 a 17 de Setembro. Partida de Handball feminino entre Paraná (azul) e Piauí (laranja) nos Jogos da Juventude em Aracaju, Sergipe. Foto Luiza Moraes / COB

A atleta, de 17 anos, sofreu com uma má formação durante a gravidez, pelo fato de sua mãe ter tomado um remédio que era proibido para gestantes. Segundo ela, foi um erro médico, na época que ainda moravam na Argentina. 

Isso, porém, nunca fez com que Jéssica deixasse de correr atrás e acreditar em seus objetivos. A ponto de começar a jogar e ter sucesso em um esporte que utiliza as mãos o tempo todo. 

“Eu comecei a jogar mesmo em 2017, desde 2012 eu treinava. Comecei por incentivo das meninas, que já treinavam fazia um tempo, aí elas começaram a me falar pra tentar. Eu entrei, a treinadora e as meninas começaram a se adaptar comigo e eu me adaptei com elas. Foi ali que eu me encontrei no esporte”, explicou. 

O caso de Jéssica é emblemático e inspirador por diversos motivos. Mas também é um grande exemplo de como o esporte tem um papel importantíssimo na inclusão e na socialização de crianças e adolescentes. 

“O handebol me fez socializar com as pessoas. Nós, que temos deficiência, temos muito medo de como a sociedade vai nos receber. Com o handebol eu consegui perceber que as pessoas não têm o preconceito que a gente acha que elas têm. Me ajudou muito a ampliar a roda de amigos, de convivência”, falou ela. 

Os sonhos de Jéssica não acabam nos Jogos da Juventude. Seguir carreira no handebol é um dos objetivos dela para o futuro.

“Se vierem oportunidades, com certeza eu vou abraçar e vou aceitar o desafio. Eu quero muito continuar”, completou. 

Ninguém duvida que Jéssica é capaz de conseguir. E mesmo se isso não acontecer, ela seguirá sendo um grande exemplo de vida para todos.

14.09.2022- Jogos da Juventude 2022 – Aracaju (SE) – de 02 a 17 de Setembro. Partida de Handball feminino entre Paraná (azul) e Piauí (laranja) nos Jogos da Juventude em Aracaju, Sergipe. Foto Luiza Moraes / COB

Fonte: COB


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.
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