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Brigada de Selva apreende mais de 2,5 toneladas de entorpecentes somente este ano

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O 3º Pelotão Especial de Fronteira (3º PEF), sediado na localidade de Vila Bittencourt, município de Japurá (AM), realizou a apreensão de mais de 2,5 toneladas de skunk somente em 2022. A droga utiliza o mesmo princípio ativo da maconha (THC: Tetra-Hidro-Canabinol) e tem maior poder entorpecente. A primeira apreensão, realizada no mês de abril, ocorreu em uma trilha através selva, encontrada por um grupo de combate que patrulhava a área. As demais, realizadas nas últimas 3 semanas, se deram em rios e igarapés, onde a ação proativa de patrulhas fluviais e a correta abordagem dos postos de controle e interdição fluviais foram determinantes para o sucesso das ações. A última apreensão, realizada no dia 8 de outubro, no contexto da Operação Escudo, foi de aproximadamente 1.300 kg de skunk. A missão na faixa de fronteira realizada pelo pelotão é parte integrante das atribuições da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (16ª Bda Inf Sl). O pessoal preso e o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal. 

Em razão da intensa movimentação de transporte de entorpecentes na área do 3º PEF, a brigada, em coordenação com o Comando Militar da Amazônia, reforçou as ações na região com um pelotão de fuzileiros do 17º Batalhão de Infantaria de Selva, tropa de pronta resposta da brigada às demandas inopinadas que se apresentam em sua área de responsabilidade. Em menos de 6 horas, com a chegada da aeronave HM-2 Black Hawk, do 4º Batalhão de Aviação do Exército, a fração de reforço embarcou para o 3º PEF, em Vila Bittencourt. A ação também contou com o apoio de uma aeronave C-105 Amazonas, da Força Aérea Brasileira.

A 16ª Brigada de Infantaria de Selva tem legalidade para ações na faixa de fronteira, cumprindo a missão constitucional do Exército Brasileiro naquela região. Cabe à brigada empregar rotineiramente seus pelotões especiais de fronteira em atividades de reconhecimento, vigilância e monitoramento da faixa de fronteira sob sua responsabilidade. A constante mobilidade de tropas na região marca a presença soberana do Brasil em seus limites, garantindo a inviolabilidade e a integridade do território. As ações contra crimes transfronteiriços e ambientais, por sua vez, cooperam ativamente com a preservação do patrimônio biocultural da Amazônia, além de impactar positivamente a segurança pública nos grandes centros urbanos, resultado direto do combate ao narcotráfico. 

O Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva (CFSol/8º BIS) é a unidade operacional da brigada que enquadra quatro pelotões especiais de fronteira. Sediado na cidade de Tabatinga (AM), o batalhão herdou a missão da instalação militar do período colonial: a demarcação da fronteira noroeste do Brasil e a defesa do território. O CFSol/8º BIS desdobra seus pelotões especiais de fronteira nas seguintes localidades: Palmeiras do Javari, Ipiranga, Vila Bittencourt e Estirão do Equador. Os militares que lá servem exercem a função de “sentinelas da pátria”, com conduta coercitiva e dissuasória.

Fonte: Exército Brasileiro


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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