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Emoção até o final! Brasil bate Argentina nos pênaltis, é campeão masculino no polo e fatura última medalha de Assunção 2022

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Jogo teve virada brasileira, defesa milagrosa faltando 20 segundos para o fim e ouro na última medalha do Time Brasil nos Jogos Sul-americanos.

Quando a delegação inteira dos Jogos Sul-americanos teve que passar por uma bateria de exames cardiológicos antes da viagem para o Paraguai, muitos não entenderam os motivos. Isso até assistirem à última disputa de medalhas com a participação brasileira em Assunção 2022. Foi preciso que os corações estivessem em dia para aguentar as emoções desse Brasil e Argentina decisivo em Assunção 2022. O jogo teve virada do Brasil, empate da Argentina, equipe brasileira perdendo o que seria o último ataque do jogo, defesa milagrosa faltando 20 segundos para terminar o jogo, evitando uma vantagem dos argentinos e vitória nos pênaltis, com direito a duas defesas do goleiro Guilherme Barella. O paredão foi o destaque do jogo.

“Foi um jogo muito difícil. Esperávamos por isso e queríamos melhorar, principalmente por causa do nosso primeiro jogo em que entramos meio apáticos e acabamos perdendo. Precisávamos ganhar para trazer a medalha de volta para o Brasil e conseguimos. Agora é curtir bastante essa vitória”, disse Barella, se referindo ao jogo da fase grupo, vencido pelos argentinos por 10 a 8. Essa derrota foi a única do Brasil na competição. A campanha contou com vitórias sobre o Chile por 15 a 0, Uruguai por 25 a 2, Colômbia por 16 a 7 e Paraguai por 12 a 2. Na semifinal, vitória sobre a Colômbia novamente, dessa vez por 17 a 6.

Além das duas defesas de pênaltis, Barella, de 26 anos, formado no Sesi, fez um milagre num chute faltando 20 segundos para o fim e que daria a vantagem de 11 a 10 para a Argentina no placar. “A hora que eu peguei aquele último lance, eu pensei: a gente vai ser campeão disso aqui. E deu certo. Tem um gosto de revanche. A gente tem que ganhar sempre da Argentina, mas foi mais especial porque é o meu primeiro Sul-americano”, contou.

Outro destaque do jogo foi Gustavo Guimarães “Grummy”, que marcou 7 dos 10 gols do Brasil no tempo normal. “Essa disputa com a Argentina vem de longa data, o mais importante é que a gente soube perder na fase de grupo, soube se erguer como um grupo, acertar os erros e chegar na final e ganhar. Fico muito feliz em poder ajudar a equipe, liderar em alguns momentos, poder passar um pouquinho de experiência porque esse é um dos meus papéis sendo um dos mais antigos do grupo. Soubemos jogar coletivamente e trazer o título pra casa e ajudar o Time Brasil a retomar a hegemonia do continente”, disse o atleta de 28 anos.



A medalha de ouro do polo aquático foi a última do Brasil nos Jogos Sul-americanos Assunção 2022, a de número 133 de ouro e a 319 no total. Assim, o país, além de liderar o quadro de medalhas com ampla vantagem para o segundo colocado, iguala o recorde de ouros fora de casa, que era de Medellin 2010.

“Passei no escritório do COB ontem e ouvi o pessoal comentando que faltavam cinco medalhas para o recorde. Pensei: é gostoso essa pressão a mais. Vestir a camisa do Time Brasil é algo único, que motiva. Quero agradecer toda a estrutura do COB, desde a preparação da viagem, passando pela área médica, fisioterapia, massoterapia. Temos uma estrutura aqui que se tivéssemos o ano inteiro, seria fora do comum. Só tenho a agradecer por fazer parte disso, ser parte da Comissão de Atletas. O Brasil merece esse recorde por tudo que tem feito”, completou Grummy.

Fonte: COB


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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