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Macron presenteia Papa com livro polêmico

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CONTROVÉRSIA NA POLÔNIA SOBRE O LIVRO OFERECIDO POR EMMANUEL MACRON AO PAPA.

Por Aleteia | Durante a sua visita ao Vaticano na segunda-feira 24 de Outubro, o Presidente francês Emmanuel Macron presenteou ao Papa Francisco um livro dos finais do século XVIII: a primeira edição em língua francesa de uma obra de referência do filósofo Immanuel Kant, Projet de paix perpétuelle, publicada em 1796. Esta escolha, que poderia ter parecido consensual, causou uma agitação na Polônia, devido a questões sobre a história desta edição, que poderia ter acabado na França como resultado dos saques dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.

Na primeira página há um selo da biblioteca polaca em Lviv, uma cidade atualmente localizada na Ucrânia ocidental, mas que já fez parte do território polaco, sob o nome de Lwów. A cidade era então um dos mais importantes centros acadêmicos polacos, incluindo uma sala de leitura acadêmica que funcionou entre 1867 e 1939 na Universidade Jan Kazimierz. Não se sabe exatamente como é que o livro da biblioteca polaca acabou na França. O que se sabe, porém, é que antes de Macron o ter dado ao Papa, foi comprado por 2.500 euros na livraria parisiense Hatchuel. Duas hipóteses principais surgiram no debate que animou os usuários da internet. A livraria em questão afirma que o livro chegou à França por volta de 1900.

A segunda hipótese, por outro lado, pressupõe que o livro foi saqueado durante a guerra pelos alemães que ocuparam Lviv em 1941-1944. Só na Universidade Jan Kazimierz, os ocupantes levaram quase 95.000 volumes, incluindo incunábulos e manuscritos de valor incalculável. “Os alemães saquearam em massa bibliotecas e arquivos polacos, o que continua a ser a mais provável fonte de origem”, comentou Sławomir Dębski, presidente do Instituto Polaco de Assuntos Internacionais. A controvérsia, que se instalou na Polónia, tem como pano de fundo uma profunda preocupação no país sobre a convergência entre Emmanuel Macron e o Papa Francisco, ambos favoráveis à continuação do diálogo com a Rússia e até com o próprio Vladimir Putin. Varsóvia, por outro lado, quer que toda a Europa assuma o apoio total à Ucrânia, acreditando que a resistência ucraniana é um baluarte contra o risco de agressão russa noutros países da Europa Central e Oriental.

Fonte: Aleteia – Apoie

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Paulo Fernando de Barros

CEO em BAP Duna Gruppen, fundador e editor em Duna Press Jornal e Magazine.

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