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Agrodefesa avalia sementes comercializadas no mercado goiano

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Objetivo é evitar que produtores rurais utilizem materiais propagativos de má qualidade que podem causar perda de tempo e prejuízos econômicos.

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), por meio da Gerência de Fiscalização Vegetal (Gefisv) e da Gerência de Laboratório de Análises de Sementes (LabSem), executa um amplo trabalho de avaliação de sementes de forrageiras para pastagens e de grandes culturas como soja, milho, feijão e sorgo entre outras. O objetivo é orientar os pecuaristas e produtores de grãos quanto à aquisição de sementes de qualidade para o estabelecimento de suas lavouras ou pastagens.

Conforme o presidente da Agência, José Essado, neste período chuvoso ocorre a semeadura da nova safra de verão e a formação de pastagens, o que exige sementes de boa qualidade e a Agrodefesa prioriza essas avaliações. “O uso de sementes de baixa qualidade ou fora dos padrões adequados pode ocasionar grandes prejuízos aos produtores, pela necessidade de nova semeadura, com desperdício de tempo e insumos, o que eleva os custos”, enfatiza Essado.

As sementes são coletadas em lojas comerciais e em propriedades rurais e encaminhadas para análise laboratorial. Os produtores que desejarem avaliar a qualidade das sementes já adquiridas podem entrar em contato diretamente com as Unidades Locais da Agrodefesa para agendamento da visita dos fiscais visando a coleta das amostras, ou solicitar pelo telefone (62) 3201-3585.

Procedimentos

O gerente de Fiscalização Vegetal, Márcio Antônio de Oliveira e Silva, explica que as amostras são retiradas em duplicata, isto é, duas caixinhas de cada lote. Uma delas é encaminhada para análise no Laboratório Oficial de Análise de Sementes (Laso/Labsem) e a outra, devidamente identificada e lacrada pelo fiscal da Agrodefesa, fica em poder do produtor ou do Laso/LabSem para realização de contraprova, se for necessário. O trabalho de coleta é feito por fiscais estaduais agropecuários que atuam nos municípios abrangidos pelas diversas Unidades Regionais.

Ao receber os materiais devidamente acondicionados e identificados, o laboratório faz acurada análise determinando a identidade e a qualidade por meio de procedimentos padrões estabelecidos na legislação. Vale registrar que o Laboratório de Análise de Sementes da Agrodefesa é oficial e está devidamente credenciado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) desde 2006 no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) sob o número GO-00354/2006, e recebeu reconhecimento formal por sua excelência técnica. 

Todas as amostras de sementes coletadas passam por um processo de homogeinização, medida fundamental para a próxima etapa que é o teste de pureza. De modo geral, todas as etapas de coleta e análise de amostras cumprem uma série de normas e diretrizes legais, para garantir a lisura do processo.

A gerente do Labsem, Anna Carla Souza Luccas, esclarece que o processo de avaliação inclui diversas etapas e segue diretrizes estabelecidas pelo Mapa. Os materiais são submetidos a análise de pureza, determinação de outras sementes por número, teste de germinação, análise de sementes revestidas, teste de viabilidade, exames de sementes infestadas (danificadas por insetos) e outros testes complementares. 

Após essas etapas, a Gerência do Laboratório de Análises de Sementes encaminha o Boletim Oficial de Análises de Sementes (Baso) à Gerência de Fiscalização Vegetal. Se o lote analisado estiver fora do padrão, a Agrodefesa oferecerá ao produtor da semente a possibilidade de reanálise, quando este não concordar com o resultado, podendo inclusive indicar o responsável técnico da empresa para fazer o acompanhamento no laboratório oficial.

Em caso de comprovação de produtos fora do padrão estabelecido pelo Mapa, a Agrodefesa emite auto de infração e aplica multa ao produtor da semente. Em determinados casos, também pode retirar os materiais do mercado, evitando que os agricultores tenham prejuízos. De posse do Boletim de Análise, o produtor rural que se sentir lesado, precisa entrar em contato com o produtor das sementes ou com o comerciante, para solucionar o problema.

Fonte: Governo de Goiás


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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