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Política

Veja como seria o resultado das eleições brasileiras se usássemos o sistema de delegados como nos EUA

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Colégio Eleitoral dos Estados Unidos se refere ao grupo de eleitores presidenciais exigidos pela Constituição a se formar a cada quatro anos com o único propósito de eleger o presidente e o vice-presidente. O Artigo II, Seção 1, Cláusula 2 dispõe que cada estado nomeará eleitores selecionados na forma determinada por seu legislativo, e desqualifica qualquer pessoa que ocupe um cargo federal, seja eleito ou nomeado, para ser um eleitor. Atualmente são 538 eleitores, sendo maioria absoluta de votos eleitorais – 270 ou mais – necessários para eleger o presidente e o vice-presidente. Atualmente, todos os estados (e o Distrito de Columbia) usam o voto popular em todo o estado no dia da eleição, na primeira terça-feira após 1º de novembro. Todas as jurisdições usam o método do vencedor para atribuir seus votos eleitorais, com exceção de Maine e Nebraska, que usam o método de um eleitor por distrito em combinação com dois eleitores para o vencedor em todo o estado. Os eleitores se reúnem e votam em dezembro e o presidente é empossado em janeiro.

O atual mapa do colégio eleitoral americano

A adequação do sistema de Colégio eleitoral é uma questão em debate contínuo. Os defensores argumentam que é um componente fundamental do federalismo americano. Eles mantêm o sistema eleito do vencedor do voto popular nacional em mais de 90% das eleições presidenciais; promove estabilidade política; preserva o papel constitucional dos estados nas eleições presidenciais; e promove um sistema de partidos políticos de base ampla, duradoura e geralmente moderada. Além disso, argumenta-se, que os candidatos devem apelar para um conjunto amplo e diversificado de estados, em vez de se concentrar apenas nas poucas cidades dos EUA com as maiores densidades populacionais.

Os críticos argumentam que: o Colégio Eleitoral é menos democrático do que um voto popular direto nacional e está sujeito a manipulação por causa de eleitores infiéis; que o sistema é a antítese de uma democracia que luta por um padrão de “uma pessoa, um voto”; e que há eleições em que um candidato ganha o voto popular nacional, mas o outro ganha o voto eleitoral e, portanto, a presidência, como em 2000 e 2016. Cidadãos individuais em estados menos populosos têm proporcionalmente mais poder de voto do que aqueles em estados mais populosos. Além disso, os candidatos podem vencer concentrando seus recursos em apenas alguns estados decisivos.

Os “grandes eleitores” são também chamados de colegiados ou delegados.

Fizemos uma tabela de como seria aplicado o sistema de delegados no Brasil:

Acre (AC) 12
Alagoas (AL) 16
Amapá (AP) 12
Amazonas (AM) 16
Bahia (BA) 34
Ceará (CE) 24
Distrito Federal (DF) 15
Espírito Santo (ES) 16
Goiás (GO) 20
Maranhão (MA) 21
Mato Grosso (MT) 15
Mato Grosso do Sul (MS) 15
Minas Gerais (MG) 42
Pará (PA) 23
Paraíba (PB) 17
Paraná (PR) 28
Pernambuco (PE) 25
Piauí (PI) 16
Rio de Janeiro (RJ) 37
Rio Grande do Norte (RN) 17
Rio Grande do Sul (RS) 28
Rondônia (RO) 13
Roraima (RR) 11
Santa Catarina (SC) 20
São Paulo (SP) 78
Sergipe (SE) 14
Tocantins (TO) 13

Esses números são somado os números de representantes que cada estado pode ter na Câmara dos Deputados mais os 3 senadores que todos os estados tem direito. Abaixo o mapa das eleições deste ano:

O Brasil teria um total de 594 delegados, curiosamente os EUA tem 538, e uma população maior, mas esse estudo é apenas um comparativo sem um cálculo científico que teria que ser traduzido para nossa realidade e população.

E nesse cenário de delegados e colégio eleitoral, o candidato a reeleição, Jair Bolsonaro venceria com 320 votos e o candidato Lula teria apenas 274 votos. Com esse sistema, os estados protagonistas economicamente e mais populosos fariam a diferença nas eleições, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, frente aqueles mais pobres e menos populosos como Roraima, Acre e Amapá


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Wesley Lima

Colunista associado para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre atualidades culturais, sócio-políticas e econômicas da região.

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