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Educação

Feras do Enem dão dicas para a prova

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A menos de dois meses da realização da prova, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é atualmente a principal porta de entrada dos vestibulandos para a faculdade. De acordo com o Ministério da Educação, só no primeiro semestre de 2022, 1.054.474 pessoas se inscreveram no processo seletivo do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), programa que utiliza a nota do Enem para o ingresso nas faculdades públicas do país. Já o Programa Universidade para Todos (ProUni), que oferece bolsas de estudos integrais e parciais nas instituições de ensino privadas do Brasil, também via nota do Enem, recebeu 544.755 inscrições no mesmo período.

Por ser uma prova que oferece tantas possibilidades, dominar o conteúdo muitas vezes não é o suficiente. É preciso gerenciar o nervosismo, tempo e nível de complexidade das questões. Para esclarecer dúvidas de como se preparar para a prova, estudantes que conseguiram notas altas no exame e aprovações em vestibulares, dão dicas para ajudar na preparação e realização da prova. Atingir uma boa nota no exame pode garantir aprovação nos cursos mais concorridos.

  • Resolução e correção de simulados

“Eu fazia todas as questões das disciplinas da apostila e, após a correção, repetia as que eu tinha errado. Acredito que isso foi essencial para o meu desempenho, juntamente com a resolução e correção dos simulados”, explica Julia Moura Baroncini, ex-aluna do Colégio Positivo – Jardim Ambiental, em Curitiba (PR). Em relação à redação, a estudante revela que escrevia de duas a três redações por semana, utilizando o mesmo método de resolução e correção, refazendo as partes do texto que não estavam ideais. No Enem, a jovem quase atingiu a nota máxima da redação, alcançando 980.

  • Estar antenado em temas atuais e desenvolver repertório

Ainda com relação à redação, Julia aponta que buscou adquirir um sólido conhecimento geral dos temas atuais e em destaque, pois poderiam ser exigidos como tema. “Como repertórios, usei filmes, séries, filósofos, livros etc., referências ‘coringas’ que eu pudesse aplicar em vários temas, além de questões do dia a dia, porque são fáceis de discorrer por conta do domínio do assunto.” Já para Gabriela Copinski, ex-aluna do Colégio Positivo – Master, em Ponta Grossa (PR), o que ajudou na construção do repertório para a redação foi a leitura de inúmeros artigos e textos, com a intenção de criar “bagagem” para estar preparada para qualquer tema. Gabriela também obteve a nota 980 na redação do Enem e passou em quatro vestibulares de Medicina.

  • Gerenciar o tempo da prova

Para tirar uma boa nota, é importantíssimo saber gerenciar o tempo, mesmo antes do início da prova, conforme aconselha Gabriela. “Eu procurava chegar antes do horário da abertura dos portões e, assim que se abriam, entrava na sala de prova e aguardava sentada, quieta, durante mais ou menos uma hora. Isso me acalmava bastante.” Durante a realização da prova, Julia conta que ia direto para a redação e, nas questões objetivas, não perdia muito tempo com aquelas cujas respostas ainda tinha dúvidas. “Eu só as retomava depois que respondia o resto da prova.” Para Karim Ihab Jbahi, ex-aluno do Colégio Semeador, de Foz do Iguaçu (PR), aprovado em primeiro lugar no curso de Química da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) via nota do Enem, é fundamental criar uma estratégia para aproveitar o tempo de prova da melhor forma possível. “Eu comecei pela redação, pois estava mais tranquilo e com bastante tempo, porém, já tinha decidido que não poderia passar de uma hora e meia para finalizar o texto. Nas questões objetivas, respondia algumas e parava para beber água, comer algo e até mesmo para respirar um pouco antes de continuar.”

  • Criar uma rotina de estudo

Para criar uma rotina de estudo, Karim recomenda que o mais importante é buscar uma forma eficiente de estudar, ou seja, priorizando a qualidade de estudo sobre a quantidade. “Essa é uma questão bem relativa, por isso, o melhor a fazer é tentar vários métodos até encontrar o melhor. No meu caso, foi treinando a resolução de vários exercícios para entender a variedade de questões que podem ser abordadas sobre um mesmo tema”, detalha, ressaltando que o principal é estabelecer essa rotina, seja como for. Para Gabriela, o método que mais a ajudou em sua rotina de estudos foram os resumos em notas adesivas, apenas com conceitos chaves das matérias, colando-as na parede.

  • Ganhar confiança para a prova

Uma dica valiosa dos estudantes é iniciar a prova pelas matérias com as quais o vestibulando tenha maior domínio sobre os conteúdos. “No Enem, comecei a prova pelas disciplinas de exatas e língua estrangeira, pois eram as que eu mais dominava, e isso fez com que eu ganhasse confiança para realizar o resto do teste”, explica Gabriela. Para Karim, o que o deixou mais seguro foi ter se dedicado mais às disciplinas em que tinha mais dificuldade, mas sem deixar de estudar as matérias em que se saía melhor. “Eu imaginava que não daria conta de todas as matérias e conteúdos, mas sabia que deveria estudar o suficiente para focar naquelas que me preocupavam e nas que têm um peso importante na nota final.”

  • Equilíbrio entre estudo, lazer e descanso

Estes estudantes fizeram o Enem em plena pandemia, período em que o equilíbrio entre estudo, lazer e descanso foi fundamental para manter a calma e a disciplina. “Eu gostava de assistir um episódio de alguma série – já ajudando na criação do repertório – e caminhar com meu cachorro todos os dias. Aos sábados e domingos eu também estudava um pouco, mas usava a maior parte do tempo para descansar”, revela Julia. Para Gabriela, atividades diárias de lazer combinadas com o descanso no fim de semana foram essenciais para manter a mente tranquila. “Como não podia sair de casa, todos os dias separava uma hora para fazer um exercício físico ou assistir um filme/série. Aos sábados, eu terminava de estudar mais cedo e aos domingos nem tocava no material.” De segunda a sexta-feira, Karim estudava de manhã e à tarde, mas fazia pausas para descansar e aproveitar melhor os estudos. “Eu não me dedicava aos estudos por várias horas seguidas; preferia dividir as matérias em tópicos e fazer pausas entre cada um deles”, aponta, que novamente reforça a questão da qualidade de estudo sobre a quantidade. “Não adianta estudar por seis ou sete horas seguidas se não conseguir se manter focado”, finaliza.

Fonte: Central Press

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Joice Maria Ferreira

Colunista associada para o Brasil em Duna Press Jornal e Magazine, reportando os assuntos e informações sobre as atualidades sócio-políticas e econômicas da região.

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